A reserva de funções superiores para os crioulos, e a conseqüente exclusão de africanos do acesso a elas, parecia um princípio firmemente arraigado. Porém, num exame atento, se nota que aquela tradição, como quaisquer outras, estava sendo inventada ao sabor dos acontecimentos daqueles anos — dentre os quais destaca-se o volumoso desembarque de africanos ocidentais no porto de Salvador verificado a partir de meados do século XVIII (Oliveira 1997). Na verdade, a exclusão de africanos dos postos superiores da hierarquia dos terços eraexpediente recente,posto que no contexto de criação daquela instituição na América portuguesa — as guerras luso-holandesas — ardas e “minas” lutavam lado a lado com crioulos e “angolas”. Nessa direção, escreveu Henrique Dias acerca de sua tropa aos flamengos, numa carta de 1648: “De quatro nações se compõe este regimento: Minas, Ardas, Angolas e Crioulos; estes são tão malcriados que não temem nem devem; os Minas tão bravos que onde não podem chegar com o braço, chegam com o nome; os Ardas tão fogosos, que tudo querem cortar de um só golpe; e os Angolas tão robustos, que nenhumtrabalho os cansa”. (Costa 1983: IV, 229).
Dias comandou um batalhão de soldados negros com a ajuda do Capitão dos pretos “Minas”, Antônio Mina. Este participou da batalha, conforme um relato contemporâneo, “com seus soldados, os mais dos quais haviam sido escravos do governador João Fernandes Vieira, e lhes havia dado alforria, porque o ajudaram commuito esforço na batalha do monte das Tabocas” (Costa 1882: 414). Vê-se, pois, que não existia qualquer princípio de exclusão de africanos ocidentais quando tais corpos foram criados. 7
Nas décadas finais do século XVIII, à medida que se estreitavam os vínculos interpessoais no mundo atlântico e que informações se disseminavam mais vertiginosamente, negros dos terços de “pardos” e “pretos” utilizavam suas redes extensas intercapitanias para trocarem notícias e documentos escritos (Silva 2001). Uma vez que muitos deles eram homens de cor alfabetizados, liam e discutiam livros e textos legais, e conversavam em vilas e cidades acerca deles, bem como os trocavam em meio a encomendas e expedições de materiais diversos. Exemplo disto é que em novembro de 1773 soube-se que na Paraíba corria o boato de que a lei de 16 de janeiro daquele ano — a qual libertara os ventres cativos de Portugal e Algarves — também se estendia ao Brasil.
É notável a importância contemporânea das questões atinentes ao confronto entre “passado africano” e “experiência afro-americana”. Um texto esclarecedor acerca desse debate é o de Price (2003). A perspectiva que ressalta o peso do “passado africano” ganhou alento com a publicação, entre outros trabalhos, de Thornton (2004). Aqui, sublinha-se a experiência afro-americana, para além da plantation e da escravidão, como fator explicativo central dos modos de pensar e de agir dos negros em geral — fossem estes livres, libertos ou cativos — na América portuguesa. 10
Assim, da Bahia ao Recife, do Recife à Paraíba, e da Paraíba ao sertão, as notícias que então circulavam no mundo atlântico ensejavam a ampliação das redes já formadas por membros de terços militares das aparentemente isoladas capitanias da América portuguesa.
Em primeiro lugar, considerar-se-á os projetos formulados pelo reformismo ilustrado na segunda metade do século XVIII e inícios do século seguinte, a exemplo do elaborado pelo marquês do Lavradio, o qual consistia em suprimir a oficialidade de cor e subordinar os batalhões negros a legiões mais amplas, comandadas por oficiais brancos regressos das tropas de Ordenanças. Tais projetos foram encaminhados em Pernambuco a partir do governo de José César de Meneses (1774-1787), o qual evocara, em abril de 1782, exemplos de outras partes do império para fundamentar sua proposta: “bem se vê que na Índia, onde servi posto de 7 anos, as Companhias de Sipais, cujo exercício é o mesmo que dos Henriques, que correspondem aos Pardos e Pretos nesta capitania, sempre os seus Capitães são brancos e tirados da Tropa”. Ademais, lembrava ainda Meneses do exemplo baseado no que “louvavelmente ordenou no Rio de Janeiro o Marquês de Lavradio, pois meconsta fizera os oficiais maiores dos Corpos em queestão homens brancos e de cuja honra se podem fiar”.26
Nessa mesma linha atuou o governador ilustrado Caetano Pinto de Miranda Montenegro (1804-1817), segundo o qual não se deveria excluir sumariamente aqueles corpos, “tirando toda a esperança de acesso” aos “pretos” e “pardos”, posto que este “era um daqueles remédios violentos, e irritantes, que produzem muitas vezes efeitos contrários”. Seria mais conveniente, no seu entendimento, reduzir a dois os terços do Recife e incorporar os demais corpos da província nas milícias dos brancos: “
Em segundo lugar, sublinhe-se que no interior das lutas políticas ocorridas nas primeiras décadas do século XIX vários foram os projetos formulados em torno dos regimentos de “pretos” e “pardos”. Na verdade, o espírito de projetos desse tipo reside na questão da mobilização desses segmentos — que, como se viu, constituía parte majoritária da população —, por parte de diferentes grupos políticos. Assim, tal aspecto ganha relevância surpreendente ao se considerar que as forças políticas em confronto contra o Reino Unido em 1817, contra o governador Rego Barreto em 1821 — quando do conflito inspirado pelo movimento constitucional que levou ao poder a primeira Junta de Governo da província —, bem como contra o Império, quando da Confederação do Equador, em1824, precisaram da participação maciça de milícias recrutadas entre a população de cor para fazer valer seus interesses. Afinal, contar com força armada formada por gente local constituía um dos pilares fundamentais dos projetos políticos então em construção em torno do formato do Reino Unido e, depois, do Estado independente.
Nessa direção, leve-se em conta o longo e detalhado projeto, elaborado à luz dos acontecimentos da revolução de 1817, pelo último governador colonial da província de Pernambuco, Luís do Rego Barreto (1817-1821). A 20 de novembro de 1818, este informa a Tomás Antônio Vila Nova Portugal da “organização a que estou procedendo dos Corpos de Milícias segundo o Novo Plano”.
28
Neste, seguia-se à risca as sugestões anteriores, pois se reduzia drasticamente os efetivos e o número dos antigos terços de “pretos” e “pardos” existentes no Recife, bem como os transformava em legiões sob controle de oficiais brancos. Assim, os corpos militares das gentes de cor perdiam sua organização em forma de “terço” e passavam a se estruturar em forma de legiões. Isto equivalia mudar o comando dos corpos, que na antiga forma cabia ao mestre de campo, ou coronel, e ao sargento-mor (Salgado 1985: 98). Contudo, este tipo de estruturação dos corpos constituídos pelos negros já havia sido implementado, pelo menos aparentemente, ao longo do breve governo .
Uma testemunha ocular desses fatos, o mais tarde Comendador Antônio Joaquim de Melo, recordava-se que o governo constitucional de Pires Ferreira criou no Recife duas companhias de homens pretos comandadas por um seu igual; duas de homens pardos, também comandadas por um sargento-mor pardo, e duas em Goiana, de homens brancos, comandadas pelo Capitão João de Barros Falcão de Lacerda, vencendo todos soldos. Estas companhias se tornaram completas, armadas e efetivas em tempo da Junta que sucedeu a esta de que nos ocupamos, e denominavam se a dos homens brancos, Intrépidos, a dos homens pardos de Bravos da Pátria, e
ao dos homens pretos de Monta-brechas. Napoleão teve a sua bateria dos homens de sem medo, e as Brigadas a Terribil, e a Impetuosa, por ele assim denominada. (Melo 1973, I: 59). Como se percebe, as tropas de “pretos” e “pardos” eram mais numerosas que as dos “brancos” e, além disso, foram estruturadas em formato profissional, pois, estes “três corpos”, informa Pereira da Costa (1983, VII: 66), foram “devidamente armados, fardados e disciplinados, vencendo soldo”. Aparentemente, conforme Joaquim de Melo, sua criação havia sido inspirada pelas brigadas napoleônicas, mas parece claro que se ofereceu aos “pretos” e “pardos” naquelas circunstâncias vantagens e compensações tipicamente barrocas. Ou seja, para atrair os homens de cor, tiveram os governos constitucionais que manter a tradição colonial da norma crioula, conforme a qual seus comandantes eram homens de cor. Porém, havia uma vantagem em relação aos tempos coloniais: todos, do alto ao baixo da hierarquia, eram remunerados, e não apenas os oficiais, como ocorria outrora. Ademais, esta estruturação permaneceu existindo mesmo após a queda do governo de Pires Ferreira: a junta subseqüente, a dos Matutos, como já foi observado, carecia tanto ou mais dos militares “pretos” e “pardos” quanto a que lhe antecedera. Aliás, apenas
durante o governo dos Matutos, conforme o Comendador Antônio Joaquim de Melo, aquelas “companhias se tornaram completas, armadas e efetivas”. Assim, não importava se o grupo de Pires Ferreira era mais constitucional, ou mais resistente ao projeto do Rio de Janeiro, que o grupo liderado pelos irmãos Cavalcanti e pelo morgado do Cabo, Francisco Paes Barreto: todos careciam ter os soldados de cor ao seu lado. Esse quadro, como sugeriu Hendrik Kraay (2003) em relação ao caso da Bahia, mudará radicalmente após 1831, ano da abdicação de D. Pedro I e da criação da Guarda Nacional. Daí em diante, inicia-se o processo de nacionalização do Estado — o qual, até então, revelava-se mais senhorial que propriamente nacional.
http://people.ufpr.br/~lgeraldo/PROJETO%20DE%20PESQUISA%202005%202.pdf
2ºMARQUES DO LAVRADIO:http://pt.wikipedia.org/wiki/LuÃs_de_Almeida_Portugal_Soares_de_Alarcão_d
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domingo, 6 de septiembre de 2009
'Cabralzinho', Francisco Xavier da Veiga
libro:
A política da capoeiragem : a história social da capoeira e do boi-bumbá no Pará republicano (1888-1906)Luiz Augusto Pinheiro Leal.
A política da capoeiragem : a história social da capoeira e do boi-bumbá no Pará republicano (1888-1906)Luiz Augusto Pinheiro Leal.Francisco Antônio da Veiga Cabral da Câmara, o visconde de Mirandela (Portugal, 1734 — Rio de Janeiro, 31 de maio de 1810), foi um militar e administrador colonial português.
Sob condições decorrentes do Tratado de Santo Ildefonso, foi nomeado governador da Capitania de Santa Catarina, por carta régia do vice-rei 2º Marquês do Lavradio, recebendo o comando das fortificações do marechal de campo espanhol Guilherme de Vaughan, sendo empossado governador da capitania em 3 de agosto de 1878, governando até 5 de janeiro de 1779.
Foi governador da Índia Portuguesa, de 1794 a 1806. Retornou ao Brasil com a corte de D. João VI.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Ant%C3%B4nio_da_Veiga_Cabral_da_C%C3%A2mara
http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=54451
http://www.geneall.net/P/forum_msg.php?id=180534&fview=e
468. Cel. Francisco Antônio da Veiga Cabral da Câmara (1-5-1778) (5-7- 1779).
Em decorrência das negociações firmadas pelo Tratado de Santo Ildefonso (cidade da Espanha), 1778, foi devolvida a Ilha de Santa Catarina ao Governo Português. Para este fim foi nomeado o novo governador Cel. Câmara, que tudo recebeu em 31 de julho de 1878.
Procedeu o Governador a um longo Relatório dos estragos havidos, fazendo também sugestões para a recuperação. Nesta se se ocupou durante um ano que ainda durou seu governo.
http://cfh.ufsc.br/~simpozio/EncReg/EncSC/MegaHSC/SCcolonial/91sc0440.htm
NOTA :Otro personaje de la familia"VEIGA CABRAL"
Fatos Históricos - Francisco Xavier da Veiga Cabral - O Cabralzinho
Francisco Xavier da Veiga Cabral - O Cabralzinho
* O ATAQUE FRÂNCES E A REAÇÃO DE CABRALZINHO
MORTE DE LUNIER · 15 de maio de 1895
O Tratado de UTRECHT de 1713 e o de Viena de 1815 fixaram os limites da França com o Brasil no curso do Oiapoque, numa superfície de área equivalente a 137.419 km².A descoberta de ouro em 1893 pelos irmãos Germano e Firmino (Seguindo orientações de um sonho do pai deles), trouxe à região pessoas de várias procedências: brasileiros, portugueses, chineses, americanos, ingleses, crioulos da Guiana, indianos, judeus, holandeses e outros para habitarem o curso do rio Calçoene.Em um ano, já tinha para mais de seis mil pessoas. O ouro corre em abundância e a notícia repercute em Paris. O governo francês passa a olhar com maior atenção a sua possessão sul-americana. Caiena até então, nada mais fora do que um local de degredo para os grandes criminosos. Um sinistro presídio enche de dramas a sua história (leia-se O Livro Papilom).
...............................Os soldados franceses obedeceram. O estampido de vinte e um tiros corta os ares em direção do heróico brasileiro. Cabral só tem tempo de rapidamente jogar-se ao solo, enquanto as balas passavam sobre a sua cabeça, indo cravar-se nas paredes da casa.Lunier saca do revólver e tenta apontá-lo em direção de Cabral, que com extrema agilidade se lança sobre o oficial francês, aplicando-lhe o que na gíria brasileira se chama de "capoeira" e projeta-o ao solo. Sem tempo para oferecer reação o francês cai. Cabral arrebata-lhe o revólver das mãos.Levanta-se Lunier e ordena pela segunda vez: - fogo!Novos tiros ecoam. Cabral novamente se abaixa e as balas não o atingem. A essa altura numerosos brasileiros surgem, a fim de socorrer o agredido. Alguns vêm armados, outros sem armas, impedidos pela solidariedade humana.Cabralzinho, com o próprio revólver do oficial francês, abate-o quase à queima roupa. Cai por terra o oficial mortalmente ferido, o sangue a ensopar-lhe o uniforme multicor. Logo a seguir um tenente francês avança sobre Cabral com o intuito de vingar a morte do capitão. Tem igual sorte. Cabral dispara contra o atacante. Cai por terra o tenente, sem condições para reagir, já nos estertores da morte...........................................................................................Veiga Cabral é reconhecido pelo governo brasileiro como herói nacional, concedendo-lhe o presidente da República o título de "general honorário"do Exército Brasileiro.
http://209.85.229.132/search?q=cache:pII1LPewpIwJ:www.amapa.net/index.php%3Foption%3Dcom_content%26view%3Darticle%26id%3D78:cabralzinho%26catid%3D27:historia%26Itemid%3D2+Francisco+Ant%C3%B4nio+da+Veiga+Cabral+da+C%C3%A2mara&hl=es&ct=clnk&cd=5
otra cita:http://www.portalorm.com.br/oliberal/interna/default.asp?modulo=248&codigo=339231
Sob condições decorrentes do Tratado de Santo Ildefonso, foi nomeado governador da Capitania de Santa Catarina, por carta régia do vice-rei 2º Marquês do Lavradio, recebendo o comando das fortificações do marechal de campo espanhol Guilherme de Vaughan, sendo empossado governador da capitania em 3 de agosto de 1878, governando até 5 de janeiro de 1779.
Foi governador da Índia Portuguesa, de 1794 a 1806. Retornou ao Brasil com a corte de D. João VI.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Ant%C3%B4nio_da_Veiga_Cabral_da_C%C3%A2mara
http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=54451
http://www.geneall.net/P/forum_msg.php?id=180534&fview=e
468. Cel. Francisco Antônio da Veiga Cabral da Câmara (1-5-1778) (5-7- 1779).
Em decorrência das negociações firmadas pelo Tratado de Santo Ildefonso (cidade da Espanha), 1778, foi devolvida a Ilha de Santa Catarina ao Governo Português. Para este fim foi nomeado o novo governador Cel. Câmara, que tudo recebeu em 31 de julho de 1878.
Procedeu o Governador a um longo Relatório dos estragos havidos, fazendo também sugestões para a recuperação. Nesta se se ocupou durante um ano que ainda durou seu governo.
http://cfh.ufsc.br/~simpozio/EncReg/EncSC/MegaHSC/SCcolonial/91sc0440.htm
NOTA :Otro personaje de la familia"VEIGA CABRAL"
Fatos Históricos - Francisco Xavier da Veiga Cabral - O Cabralzinho
Francisco Xavier da Veiga Cabral - O Cabralzinho
* O ATAQUE FRÂNCES E A REAÇÃO DE CABRALZINHO
MORTE DE LUNIER · 15 de maio de 1895
O Tratado de UTRECHT de 1713 e o de Viena de 1815 fixaram os limites da França com o Brasil no curso do Oiapoque, numa superfície de área equivalente a 137.419 km².A descoberta de ouro em 1893 pelos irmãos Germano e Firmino (Seguindo orientações de um sonho do pai deles), trouxe à região pessoas de várias procedências: brasileiros, portugueses, chineses, americanos, ingleses, crioulos da Guiana, indianos, judeus, holandeses e outros para habitarem o curso do rio Calçoene.Em um ano, já tinha para mais de seis mil pessoas. O ouro corre em abundância e a notícia repercute em Paris. O governo francês passa a olhar com maior atenção a sua possessão sul-americana. Caiena até então, nada mais fora do que um local de degredo para os grandes criminosos. Um sinistro presídio enche de dramas a sua história (leia-se O Livro Papilom).
...............................Os soldados franceses obedeceram. O estampido de vinte e um tiros corta os ares em direção do heróico brasileiro. Cabral só tem tempo de rapidamente jogar-se ao solo, enquanto as balas passavam sobre a sua cabeça, indo cravar-se nas paredes da casa.Lunier saca do revólver e tenta apontá-lo em direção de Cabral, que com extrema agilidade se lança sobre o oficial francês, aplicando-lhe o que na gíria brasileira se chama de "capoeira" e projeta-o ao solo. Sem tempo para oferecer reação o francês cai. Cabral arrebata-lhe o revólver das mãos.Levanta-se Lunier e ordena pela segunda vez: - fogo!Novos tiros ecoam. Cabral novamente se abaixa e as balas não o atingem. A essa altura numerosos brasileiros surgem, a fim de socorrer o agredido. Alguns vêm armados, outros sem armas, impedidos pela solidariedade humana.Cabralzinho, com o próprio revólver do oficial francês, abate-o quase à queima roupa. Cai por terra o oficial mortalmente ferido, o sangue a ensopar-lhe o uniforme multicor. Logo a seguir um tenente francês avança sobre Cabral com o intuito de vingar a morte do capitão. Tem igual sorte. Cabral dispara contra o atacante. Cai por terra o tenente, sem condições para reagir, já nos estertores da morte...........................................................................................Veiga Cabral é reconhecido pelo governo brasileiro como herói nacional, concedendo-lhe o presidente da República o título de "general honorário"do Exército Brasileiro.
http://209.85.229.132/search?q=cache:pII1LPewpIwJ:www.amapa.net/index.php%3Foption%3Dcom_content%26view%3Darticle%26id%3D78:cabralzinho%26catid%3D27:historia%26Itemid%3D2+Francisco+Ant%C3%B4nio+da+Veiga+Cabral+da+C%C3%A2mara&hl=es&ct=clnk&cd=5
otra cita:http://www.portalorm.com.br/oliberal/interna/default.asp?modulo=248&codigo=339231
Os contratadores e os contratos do Rio de Janeiro colonial, 1769-1779: estudo de uma sociedade mercantil
O Rio de Lavradio: a economia do Rio de Janeiro entre 1750-77
D. Luís de Almeida Portugal e Mascarenhas (5º Conde de Avintes e 2º Marquês do Lavradio) descendia de uma família de nobres, ligados de longa data à corte portuguesa. Nasceu em Ribaldeira, aos 27 dias do mês de julho de 1729. Seguiu a carreira militar, que foi iniciada logo aos 10 anos de idade, quando soldado no regimento de seu pai. Fora educado por um abade Francês e aos 20 anos foi conhecer as cortes espanhola e francesa a fim de completar a sua educação. Naquelas nações convive com grandes nomes da arte da guerra. Em 1761(ate 1769) é nomeado coronel comandante do regimento de Cascais http://www.arqnet.pt/exercito/19ri.html
otra fuente: http://books.google.es/books?id=E2YEAAAAQAAJ&pg=PA154&dq=conde+de+Avintes+1761&as_brr=3&ei=v-BhSp_EGaaUzgTR-4mkDQ
Neste mesmo ano teve um papel ativo no conflito com os ingleses. Seu prestígio na corte evidenciou-se quando D. José pensou em empregá-lo como aio na educação de seu neto, porém Pombal tinha outros planos para Lavradio, pois “achava-se a Capitania da Bahia em grande desordem, não achando ninguém tão capaz para remediar esse mal como o Marquês do Lavradio”. (D’Almeida, 1942:5) .
contratador-Anacleto Elias da Fonseca nasceu em Lisboa em 1722 e vai ser Familiar do Santo Ofício em 1742 (ainda morador em Lisboa) (ANTT, Habilitações do Santo Ofício, maço 10, n.155.Inquisição de Lisboa). Seu pai (Bernardo da Fonseca, mercador de fazendas em Lisboa) tinha companhia com negócios para o Brasil (Rio de Janeiro e Pernambuco). Até Page 13 meados de 1743 Anacleto é comissário de fazendas para o Rio de Janeiro em Lisboa e no ano seguinte aparece como morador e assistente no Rio. Neste mesmo ano, entra com pedido para se casar com D. Joana Maria Seixas (moradora no Rio). Joana é filha legitima de André de Barros Brandão e de D. Luiza de Seixas, sendo esta bisneta do senhor de engenho Sebastião Coelho Amim, antepassado do conquistador Pedro Espinha (Fragoso, 2005:228).
Em maio de 1751 faz sociedade (de fazendas entre Rio de Janeiro e Lisboa) com o capitão José da Costa Pereira, de 8 contos de réis. Atua na praça carioca, como outorgado, realizando cobranças ou agências para grandes negociantes lisboetas (Manoel de Oliveira Braga, Gaspar Roque) e italianos (Pitaluga & cia). Em 1759 entra com o pedido para ser cavalheiro da Ordem de Cristo e já acumula negócios envolvendo escravos e tecidos da Índia.
http://www.usp.br/econ/media/fck/file/CGGuimaraes_Contratadores.pdf
OTRA FUENTE:
Título /Nombre : Marqués do Lavradio
[c] 1758 / 1791
Nivel de descripción : Fondo
Area de Contexto
Historia archivistica :
Historia Institucional/Reseña biográfica: Luís de Almeida Soares Portugal Alarcão Eça Melo Silva e Mascarenhas, 2º marqués de Lavradio, hijo de D. Antônio de Almeida, 1º marqués de Lavradio y de D. Francisca das Chagas Mascareñas, nació en Ribaldeira, Portugal, el 27/06/1729. Fue 5to conde de Avintes (1761), gobernador y capitán general de Bahia (1768), virrey del Estado de Brasil (1769-1779) y teniente-general del Ejército portugués (1774). En Rio de Janeiro, fue responsable por la construcción de las fortalezas del "Pico" y de "Leme" y de la fuente de "Glória", además de abrir nuevas calles, incluso la que conserva su nombre. En 1779 volvió al Reino, pasando el gobierno a su sucesor, Luís de Vasconcelos e Souza. El informe con que el marqués de Lavradio pasó el gobierno del Estado de Brasil fue publicado en la Revista del Instituto Histórico y Geográfico Brasileño (RJ, 4:409-26, 1841). Falleció en Lisboa, el 02/05/1790.
Forma de ingreso : OTROS
Observaciones del Ingreso : Compra, 1965. Donación: ACADEMIA BRASILEÑA DE LETRAS, 1995.
otra fuente:
D. Luís de Almeida Portugal e Mascarenhas (5º Conde de Avintes e 2º Marquês do Lavradio) descendia de uma família de nobres, ligados de longa data à corte portuguesa. Nasceu em Ribaldeira, aos 27 dias do mês de julho de 1729. Seguiu a carreira militar, que foi iniciada logo aos 10 anos de idade, quando soldado no regimento de seu pai. Fora educado por um abade Francês e aos 20 anos foi conhecer as cortes espanhola e francesa a fim de completar a sua educação. Naquelas nações convive com grandes nomes da arte da guerra. Em 1761(ate 1769) é nomeado coronel comandante do regimento de Cascais http://www.arqnet.pt/exercito/19ri.html
otra fuente: http://books.google.es/books?id=E2YEAAAAQAAJ&pg=PA154&dq=conde+de+Avintes+1761&as_brr=3&ei=v-BhSp_EGaaUzgTR-4mkDQ
Neste mesmo ano teve um papel ativo no conflito com os ingleses. Seu prestígio na corte evidenciou-se quando D. José pensou em empregá-lo como aio na educação de seu neto, porém Pombal tinha outros planos para Lavradio, pois “achava-se a Capitania da Bahia em grande desordem, não achando ninguém tão capaz para remediar esse mal como o Marquês do Lavradio”. (D’Almeida, 1942:5) .
contratador-Anacleto Elias da Fonseca nasceu em Lisboa em 1722 e vai ser Familiar do Santo Ofício em 1742 (ainda morador em Lisboa) (ANTT, Habilitações do Santo Ofício, maço 10, n.155.Inquisição de Lisboa). Seu pai (Bernardo da Fonseca, mercador de fazendas em Lisboa) tinha companhia com negócios para o Brasil (Rio de Janeiro e Pernambuco). Até Page 13 meados de 1743 Anacleto é comissário de fazendas para o Rio de Janeiro em Lisboa e no ano seguinte aparece como morador e assistente no Rio. Neste mesmo ano, entra com pedido para se casar com D. Joana Maria Seixas (moradora no Rio). Joana é filha legitima de André de Barros Brandão e de D. Luiza de Seixas, sendo esta bisneta do senhor de engenho Sebastião Coelho Amim, antepassado do conquistador Pedro Espinha (Fragoso, 2005:228).
Em maio de 1751 faz sociedade (de fazendas entre Rio de Janeiro e Lisboa) com o capitão José da Costa Pereira, de 8 contos de réis. Atua na praça carioca, como outorgado, realizando cobranças ou agências para grandes negociantes lisboetas (Manoel de Oliveira Braga, Gaspar Roque) e italianos (Pitaluga & cia). Em 1759 entra com o pedido para ser cavalheiro da Ordem de Cristo e já acumula negócios envolvendo escravos e tecidos da Índia.
http://www.usp.br/econ/media/fck/file/CGGuimaraes_Contratadores.pdf
OTRA FUENTE:
Título /Nombre : Marqués do Lavradio
[c] 1758 / 1791
Nivel de descripción : Fondo
Area de Contexto
Historia archivistica :
Historia Institucional/Reseña biográfica: Luís de Almeida Soares Portugal Alarcão Eça Melo Silva e Mascarenhas, 2º marqués de Lavradio, hijo de D. Antônio de Almeida, 1º marqués de Lavradio y de D. Francisca das Chagas Mascareñas, nació en Ribaldeira, Portugal, el 27/06/1729. Fue 5to conde de Avintes (1761), gobernador y capitán general de Bahia (1768), virrey del Estado de Brasil (1769-1779) y teniente-general del Ejército portugués (1774). En Rio de Janeiro, fue responsable por la construcción de las fortalezas del "Pico" y de "Leme" y de la fuente de "Glória", además de abrir nuevas calles, incluso la que conserva su nombre. En 1779 volvió al Reino, pasando el gobierno a su sucesor, Luís de Vasconcelos e Souza. El informe con que el marqués de Lavradio pasó el gobierno del Estado de Brasil fue publicado en la Revista del Instituto Histórico y Geográfico Brasileño (RJ, 4:409-26, 1841). Falleció en Lisboa, el 02/05/1790.
Forma de ingreso : OTROS
Observaciones del Ingreso : Compra, 1965. Donación: ACADEMIA BRASILEÑA DE LETRAS, 1995.
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