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martes, 23 de agosto de 2011

Primeros Chinos en Brasil -1810


FUENTE:
Repertorio geral, ou, Indice alphabetico da leis do imperio do Brasil publicadas desde o começo do anno de 1808 até o presente: em seguimento ao Repertorio geral do Desembargador Manuel Fernandes Thomaz ..., Volumen 1 ,Francisco Maria de Souza Furtado de Mendonça, E. & H. Laemmert, 1847.

lunes, 23 de noviembre de 2009

Chinos en Brasil

The coolie speaks: Chinese indentured laborers and African slaves in Cuba‎Lisa Yun - 2008 - 311 páginas
The type of coolie system and the conditions of labor in Cuba raise challenging questions, with features of hypermobility (with coolies often having several ...

lunes, 7 de septiembre de 2009

Los Chinos en Brasil

Revista de Estudos da Religião - REVERISSN 1677-1222
Pós-Graduação em Ciências da Religião - PUC-São Paulo
2. Imigração Chinesa e Coreana no Brasil
2.1 "Pré-História" do Extremo Oriente no Brasil
Os chineses são os mais antigos imigrantes do Extremo Oriente no Brasil. Existem provas da presença de chineses no Brasil no período colonial, ainda que não se possa avaliar a quantidade exata.[1] Também é certo que algumas centenas de chineses desembarcaram no Rio de Janeiro em 1810, inicialmente trazidos para o cultivo de chá.[2]
Posteriormente, a possibilidade da imigração chinesa foi colocada dentro do contexto da substituição em massa da mão-de-obra escrava. Uma das possibilidades foi a imigração de chineses, já que se estimava que a imigração européia não ocorreria em número suficiente para as atender à demanda brasileira. Por conta disso, por volta de 1854, também algumas centenas de chineses foram trazidos em um experimento infrutífero de substituir a mão-de-obra escrava.[3] Em 1882 foi fundada a companhia de Comércio e Imigração Chinesa, que tinha o apoio ativo do governo e planos ambiciosos de trazer milhares de chineses ao Brasil. Por essa companhia, cerca de mil chineses chegaram para trabalhar em uma mina em São João Del Rei, no Estado de Minas Gerais.[4] Em 1893 - apesar dos protestos de chineses e ingleses[5] - entraram 475 chineses no Brasil, recrutados na China e embarcados em um navio alemão fretado chamado Tetardos. Segundo o Memorial dos Imigrantes de São Paulo, a primeira entrada oficial de chineses no estado ocorreu em agosto de 1900, com 107 pessoas que se encaminharam para a cidade de Matão, depois de terem desembarcado no Rio de Janeiro e de passarem pela Hospedaria dos Imigrantes na cidade de São Paulo.
Ao final, parece ter sido triste o final desses chineses no século XIX no Brasil. Com poucas possibilidades de retorno à China, muitos morreram pobres nas ruas do Rio de Janeiro, vítimas do preconceito racial,[6] e sua influência cultural só pode ser parcialmente rastreada. No campo religioso, é provável que os chineses no Brasil tenham tido santuários próprios combinando elementos populares, como ocorreu nos EUA.[7]
http://www.pucsp.br/rever/rv3_2004/p_shoji.pdf

Influenciaron los Chinos emigrantes en Rio en la corporaleidad de la Cap.Regional?


GRABADO,Detalle:“Plantação de Chá no Jardim Botânico” do artista Johan Moritz Rugendas retrata os chineses fazendo o cultivo do chá no parque, no século XVIII.


La Inmigración China en Brasil.
Silvio Cezar de Souza Lima Doutorando em História das Ciências/FIOCRUZ

Não ficaram sem resposta as investidas em favor da imigração chinesa no final da década de 1870. Neste crepúsculo da ordem imperial, foram principalmente os abolicionistas que se opuseram à imigração asiática. O principal mote era a denúncia de uma nova escravidão, onde chineses substituiriam os negros. A participação de grupos articulados contra a “importação de chins” e a estratégia de denúncia a órgãos internacionais, diplomatas e ainda discursos parlamentares e artigos em jornais correntes e periódicos institucionais aumentou a visibilidade da questão dos chineses. Embora os debates em torno dos chineses ganhassem maiores espaços, os discursos continuam racializados. O Brasil e os chineses
Embora a imagem da China estivesse mudando rapidamente no Ocidente, no Brasil no início do século XIX, os chineses ainda gozavam de boa reputação. Plantas e animais do Oriente tropical e subtropical foram transplantados para o Brasil, dada a semelhança de climas. Foi esta mentalidade que propiciou a contratação de centenas de chineses para o plantio de chá no Jardim Botânico, no início do século XIX. Trazidos por ordem de d. João VI, os chineses teriam como tarefa aclimatar a valiosa planta em terras brasileiras. O chá era um dos principais produtos de comércio no Ocidente, plantá-lo no Brasil aumentaria os lucros da Coroa Portuguesa.

Na antiga Fazenda Santa Maria, atual Hotel Fazenda Arvoredo, é servido aos sábados um chá colonial após a recepção por um barão e uma baronesa. Normalmente, as pessoas perguntam porque o chá e não o café colonial e eu costumo lembrar que, no século XIX, nós tínhamos o Tratado de Mithuen, feito com os ingleses, considerado como o menor tratado da história do mundo (com apenas 2 cláusulas), estabelecendo que o governo brasileiro deveria comprar os produtos manufaturados ingleses enquanto os ingleses dariam preferência aos vinhos verdes portugueses. Esse tratado do século XVIII perdurou até o século seguinte, fazendo com que a nossa dependência fosse muito grande. Depois, com a abertura dos portos às nações amigas, em 1815, nós incorporamos o five o`clock tea, sobretudo a elite brasileira. Quem plantava chá nessa época eram os chineses, o que acabou levando D. João VI a trazer uma colônia de chineses para o Brasil no intuito de plantar chá para a grande capital. O plantio era feito no Jardim Botânico do Rio. http://catalogos.bn.br/redememoria/chineses.html



http://64.233.183.104/search?q=cache:mQqY5-P5j7EJ:www.oguialegal.com/vistachinesa.htm+chineses+jardim+botanico+rio+de+janeiro+cha&hl=es&ct=clnk&cd=4&gl=es




http://www.cpdoc.fgv.br/revista/arq/86.pdf
No Museu Botânico, do Jardim Botânico, podem ser encontrados cachimbos de ópio desses chineses, que deu origem inclusive à primeira "boca de fumo" do Rio, que foi a Vista Chinesa. Lá eles paravam, fumavam seu ópio e observavam a vista da cidade.
http://www.revistamuseu.com.br/emfoco/emfoco.asp?id=5369

domingo, 6 de septiembre de 2009

Influencia China en Brasil

recorte libro: The arts in Latin America, 1492-1820 . http://books.google.es/books?id=kKEbug3uVWUC&source=gbs_navlinks_s


foto:Bahia, séc. XVIII: Imagem de Cristo na sacristia da Igreja da Ordem Terceira do Carmo de Cachoeira.

Chineses no Brasil


LIBRO:PAG 18.
A China no Brasil: influências, marcas, ecos e sobrevivências chinesas na sociedade e na arte brasileiras
Escrito por José Roberto Teixeira Leite
Publicado por Editora da Unicamp, 1999
Procedente de Universidad de Texas
Digitalizado el 2 Sep 2008
ISBN 8526804367, 9788526804364.http://books.google.com/books?id=MyEsAAAAYAAJ&hl=es&safe=on&pgis=1


Nota del pesquisador: Trata-se de uma gravura de Rugendas que mostra o plantio de chá pelos chineses em 1835 . Eram artístas de Napoleão Bonaparte, que depois de sua derrota ninguém os queria na Europa, e D. João VI os trouxe para o Brasil (Missão Artística Francesa). Esta gravura mostra negros e chineses convivendo juntos nos mesmos espaços de trabalho. Isto implica em aculturação, no período entre 1808 e 1821.
http://www.exposicaomulheresreais.com/voceSabia_modos.htmhttp://catalogos.bn.br/redememoria/chineses.html



Fonte: LEITE, José Roberto Teixeira. Introdução: A China no Brasil. In: ______. A China no Brasil: influências, marcas, ecos e sobrevivências chinesas na sociedade e na arte brasileiras. Campinas, SP: Ed. da Unicamp, 1999. p. 9-24.
A CHINA NO BRASIL

A probabilidade dessa presença asiática no Brasil aumenta, quando se sabe que, de modo geral, os navios das diferentes Companhias das Índias Orientais que costumavam aportar ao nosso país, em seu regresso à Europa, eram majoritariamente tocados por marinheiros asiáticos - chineses, árabes, indianos, malaios, cingaleses, javaneses etc. alistados para preencherem as baixas ocorridas na tripulação durante a viagem de ida. Os ingleses davam preferência aos lascars indianos, disciplinados e operosos, embora assustadiços e pouco resistentes ao mar, "morrendo como moscas" segundo antigo cronista; mas empregavam também muitos marinheiros chineses e malaios. As demais frotas priorizavam a marinharia chinesa, árabe e malaia, raças afeitas ao mar e que desde remotas eras tinham dado prova de grande competência como
navegadores.13 Só para citar um exemplo, diremos que em 1792 o pessoal de bordo da frota holandesa no Cabo da Boa Esperança, num total de 1.417 indivíduos, compunha-se de apenas 579 europeus de diversas origens e de 504 chineses, 253 árabes e 101 malaios.14
Não será disparatado chegar-se à conclusão de que centenas, talvez milhares de chineses e de outros asiáticos, embarcados em naus que faziam o trajeto entre a Ásia Oriental, o Brasil e a Europa, pisaram, no decurso de séculos, terras brasileiras. E se não nos ficaram narrativas ou descrições dessas viagens, foi talvez porque não se imaginou que a experiência de rudes marinheiros iletrados fosse capaz de interessar a alguém. Aliás, nem se pode afirmar com segurança que tais descrições inexistam, antes de que acuradas pesquisas venham a ser realizadas em arquivos da China e da Índia. Mesmo porque uma dessas narrativas foi há pouco revelada ao Ocidente por André Levy: publicou-a em 1821 o geógrafo e historiador chinês Li Zhaolu, o qual recolhera o relato de um veterano marinheiro, Xie Qinggao (1765-1821).15 Xie Qinggao, que aos 32 anos cegou e teve de abandonar a carreira do mar, afirma ter percorrido entre 1782 e 1796 os sete mares a bordo de embarcações portuguesas, referindo-se mais demoradamente a Portugal, mas também ao Brasil.16 Outras narrativas do gênero da de Xie Qinggao devem, estamos certos, existir.
Idéias e costumes da China podem ter-nos chegado também através de escravos chineses, de uns poucos dos quais sabe-se da presença no Brasil de começos do Setecentos.17 Mas não deve ter sido através desses raros infelizes que a influência chinesa nos atingiu, mesmo porque escravos chineses (e também japoneses) já existiam aos montes em Lisboa por volta de 1578, quando Filippo Sassetti visitou a cidade,18 apenas suplantados em número pelos africanos. Parece aliás que aos últimos cabia o trabalho pesado, ficando reservadas aos chins tarefas e funções mais amenas, inclusive a de em certos casos secretariar autoridades civis, religiosas e militares.
Muitos desses escravos chineses de Lisboa tinham sido sequestrados ainda em criança em Macau e vendidos (não raro pelos próprios pais) aos lusitanos.
http://74.125.77.132/search?q=cache:D-6I84uc3a0J:www.fundaj.gov.br/china/texto1.rtf+marinheiros+malaios+brasil&hl=es&ct=clnk&cd=4
A historiografia registra que, por volta de 1812, d. João mandou vir de Macau cerca de trezentos chineses oriundos do Cantão para trabalhar no cultivo dessa espécie, tanto no JBRJ quanto na Fazenda Imperial de Santa Cruz, a oeste da cidade do Rio de Janeiro. As dificuldades foram muitas, porque os chineses que vieram não eram lavradores e porque as dificuldades com o idioma criaram uma barreira que foi interpretada como um artifício, por parte dos imigrantes, para ocultar os segredos no cultivo da planta (Sacramento, 1825). Assim que a plantação começou a produzir, as sementes foram distribuídas por todo o Brasil. O resultado, segundo relatórios ministeriais, foi satisfatório: em 1828 já se colhia o correspondente a 23 arrobas (cerca de 338kg).
Voyageurs chinois à la découverte du monde ,Escrito por Dominique Lelièvre (pag 374)

Presencia china en Brasil

imagen:
Nessa escultura em barro feita em São Paulo em começos do séc. XVIII, São Bento assume a aparência de um monge chinês ( Mosteiro de São Bento, São Paulo)
Imagens do Livro de José Roberto Teixeira Leite A China no Brasil • Influências, marcas, ecos e sobrevivências chinesas na sociedade e na arte brasileira Editora da Unicamp, que gentilmente autorizou a disponibilização destas imagens neste site

http://www.fundaj.gov.br/china/china03.html
A CHINA NO BRASIL José Roberto Teixeira Leite.

Fonte: LEITE, José Roberto Teixeira. Introdução: A China no Brasil. In: ______. A China no Brasil: influências, marcas, ecos e sobrevivências chinesas na sociedade e na arte brasileiras. Campinas, SP: Ed. da Unicamp, 1999. p. 9-24

.....................Até as igrejas acusavam às vezes uma inconfundível presença chinesa: nos olhos amendoados de algum São Francisco ou São Bento, na confuciana serenidade de certos Cristos, na atitude e na postura impassíveis de certas imagens em marfim da Virgem com o Menino ou de Nossa Senhora do Rosário -Maria sempre tão parecida com a Guanyin budista, também ela Mãe da Misericórdia e Refúgio dos Aflitos...-, na forma e no corte de determinados altares, enfim nos leões funerários do Embu ou nos cães de Fo que estranhamente montam guarda junto à cruz, nos adros franciscanos de Recife e João Pessoa, Buda a se insinuar, sorrateiro, na própria casa de Cristo.
Admitido, porém; esse impacto sobre o Brasil de formas chinesas de pensar, viver, conviver, agir ou sentir, resta demonstrar de que maneira chegaram até nós e em que circunstâncias aqui se desenvolveram.

.....................São inúmeros os exemplos de funcionários da alta administração colonial lusitana que antes de virem para o Brasil exerceram cargos na Índia, na China, Molucas, Timor e em outras paragens longínquas da Ásia Portuguesa. Assim é que vários dentre os donatários das Capitanias Hereditárias instituídas no começo da colonização, bem como seus capitães e lugares-tenentes, tinham-se lá destacado por bons serviços prestados à Coroa (serviços, aliás, de que as capitanias constituíam a recompensa), podendo ser mencionados entre eles Martim Afonso de Souza e Brás Cubas (que nos trouxe da China o monjolo), Vasco Fernandes Coutinho e Jorge Menezes seu locotenente a quem, narra Vicente do Salvador, "logo os gentios fizeram tão crua guerra que lhe queimaram os engenhos e fazendas e a ele lhe mataram a frechadas, sem lhe valer ter sido tão grande capitão e que na Índia, Maluco e outras partes tinha feito muita cavalaria";6 Duarte Coelho, Francisco Pereira Coutinho, o célebre João de Barros, Aires da Cunha e muitos outros. Também o primeiro bispo do Brasil, Dom Pero Femandes Sardinha, foi vigário-geral de Goa antes de chegar à Bahia, em 1552.

Digno de destaque é o caso de Duarte Coelho, donatário da capitania de Pernambuco e fundador da cidade de Olinda, o qual em 1517 estava em Cantão, dos primeiros portugueses que pisaram no solo da China, mais tarde prestou serviços na Costa da Mina e na escolta das naus que retomavam da Índia e foi embaixador em França antes de vir, em 1534, tomar possessão de suas terras no Brasil. Mais de trinta anos após suas andanças pela China, seu nome era ainda ali lembrado, como o comprova este trecho de uma carta de novembro de 1555 remetida de Macau por Fernão Mendes Pinto:

Quando ueo o dia de São Johão vinte e quatro de yunho nos nos partimos pa a china onde neste ca minho auia q escreuer do q uimos e do q pasamos onde fomos a hua Ilha q se chama pulo champalo onde o pe. dise missa iunto de hua penedia onde estaua hua crus cauada na pedra e huas letras q dizião q auia trinta e dous annos serem feitas, e segdo o dito de algus escreveuas hu duarte coelho q esta no brazil.7


CHINESES ENTRADOS NO BRASIL 1814-1842

Fonte: LEITE, José Roberto Teixeira. Chineses entrados no Brasil 1814-1842. In: _____. A China no Brasil: influências, marcas, ecos e sobrevivências chinesas na sociedade e na arte brasileiras. Campinas, SP: Ed. da Unicamp, 1999. p. 269-275.
O presente levantamento foi realizado nos quatro volumes do Registro dos Estrangeiros publicados a partir de 1960 pelo Arquivo Nacional (v. 1: 1808-1822; 2: 1823-1830; 3: 1831-1839;4: 1840-1842). O Arquivo Nacional não possui documentos desse tipo após 1842.

Convém lembrar que, como está escrito no v. 1, "as declarações não são sempre completas e muitas vezes registram-se pessoas apenas de passagem pelo Rio de Janeiro". Na verdade, a data do registro não significa necessariamente a entrada no Brasil, pois muitos estrangeiros só foram registrados depois de anos de residência no país, enquanto outros, aqui radicados, não chegariam nunca a sê-lo.

Os chineses são portadores de nomes cristãos, e só quatro dentre eles conservam seus nomes nacionais - justamente os quatro primeiros registrados em 1814. É curioso também notar como - ao contrário do que ocorre com a grande maioria de estrangeiros de outras nacionalidades, cujos nomes são sempre acompanhados, no Registro, pelo da profissão -, um único chinês tem o seu seguido pelo de sua atividade: José Felipe Pereira, negociante. A maioria só depois da chegada obteria licença para mascatear.
O momento de maior ingresso de chineses dá-se, de acordo com o Registro, em 1825-1826; e após 1829-1830 decresce sensivelmente o número de registrados.


......................Rio de Janro. aos 6 de Septembro de 1819.
(Seguem-se as assinaturas de 51 chineses, com os seus nomes nacionais acompanhados dos
correspondentes portugueses) .
Não se tem notícia, até o presente momento, se dom João VI acatou ou não a pretensão
dos chineses, coisa que futuras pesquisas poderão, quem sabe, esclarecer.
VOLUME 1 (1808-1822)
LlANG Chou
MING Huang
CHIAN Chou
TSAI Huang
10.9.1814, provenientes de Caravelas
Col. 370, Livro 1, fls. 178v
PEREIRA, Joaquim
2.3.1821, participou de desordem...............continúa......


Duarte Coelho Pereira
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Duarte Coelho foi o primeiro donatário da Capitania Hereditária de Pernambuco, e fundador de Olinda. Nasceu em Miragaia, talvez em 1485, e morreu em Portugal em 7 de agosto de 1554. Foi fidalgo, militar e administrador.
Era filho bastardo na antiga família dos Coelhos, da nobreza agrária do Entre-Douro e Minho. Sem ter um lar organizado, teria sido criado por uma tia materna que era prioresa do Mosteiro de Vila Nova de Gaia. Seu pai era Gonçalo Coelho, escrivão da Fazenda Real e comandante da expedição portuguesa que partiu para o Brasil em 1503, na qual Duarte o acompanhou. Sua mãe era Catarina Ana Duarte, uma plebéia. Em 1506, seguiu para a Índia na armada de D. Fernando Coutinho. Entre 1516 e 1517 foi embaixador no Sião e visitou a China; retornou a Portugal em 1527. Em 1531 foi de novo enviado à Índia. Em 1532, recebeu o comando da frota encarregada de afastar os franceses do litoral brasileiro. Pelos seus serviços ele recebeu, em 10 de março de 1534, a doação de 60 léguas de costa no Brasil, nos actuais estados de Pernambuco e Alagoas que formavam a maior das capitanias hereditárias, a Capitania de Pernambuco, ou Nova Lusitânia.[carece de fontes?]