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miércoles, 18 de noviembre de 2009

Navegação comercial entre o Brasil e a Ásia Portuguesa


Navegação comercial entre o Brasil e a Ásia Portuguesa durante a estadia da corte no Brasil 1808-1821
Ernestina Carreira
Université de Provence


O Brasil atingiu assim cerca de 30% do total das viagens transoceânicas. Foi o território ultramarino que mais beneficiou com a mudança de legislação. Se integrarmos nestas estatísticas as viagens destinadas à África oriental, podemos até chegar a um número de armamentos próximo dos resultados lisboetas desta década. De facto, Manolo Florentino identificou no Rio de Janeiro 239 navios negreiros vindos do Índico entre 1811 e 1830 36. Os arquivos da Bahia 37, apesar de lacunares, registam também o envio de pelo menos vinte embarcações a Moçambique e Quelimane entre 1811 e 1821.
A documentação permite-nos constatar que a segurança no Índico a partir de 1810, assim como a mudança de legislação, desencadearam imediatamente um investimento na rota do cabo da Boa Esperança. Mas contrariamente aos Lisboetas, os armadores do Brasil preferiram nitidamente as trocas com o oceano Índico ocidental, onde acabariam, com os Macaenses, por quase eliminar a concorrência metropolitana.
De facto, a Correspondência de Macau, fundo conservado no Arquivo de Goa, revela a modéstia da rota da China: Cariocas e Baianos armaram para lá apenas três viagens entre 1814 e 1820 38. Uma análise mais pormenorizada dos três carregamentos sugere que todos os navios fizeram escala em Bengala e que a sua principal actividade foi o frete, inclusive na viagem de volta entre Macau e o Brasil. Este destino comportava obstáculos dificilmente superáveis. Os Brasileiros não possuíam ali nem crédito, nem experiência suficiente. Fora as patacas, também mal podiam arranjar carregamentos adequados. Pode-se facilmente imaginar que o Senado, protegendo os seus membros, não mostrou grandes disposições para satisfazer esta concorrência. Enfim, nem tinham a certeza de poder contar com boas vendas no Brasil, já que os navios lisboetas emacaenses abasteciam este mercado até à saturação.

lunes, 7 de septiembre de 2009

1811- 300 Bandidos de Macau en Rio de Janerio

NOTA: En 1563, el número de habitantes de Macao era de un millar de portugueses casi todos casados con malayas y japonesas convertidas al cristianismo y unos pocos millares de malayos de Malaca, indios y esclavos africanos. Macao se convertía en la puerta de entrada del cristianismo para todo el imperio chino. Así lo entendieron los misioneros españoles establecidos en Manila (Franciscanos, Agustinos, Dominicos, quienes se apresuraron a establecerse en Macao
http://es.wikipedia.org/wiki/Historia_de_Macao
dibujo b/n: Coolies embarking at Macao. (1880-1905) http://digitalgallery.nypl.org/nypldigital/dgkeysearchdetail.cfm?trg=1&strucID=720182&imageID=833691&word=coolies&s=1&notword=&d=&c=&f=&k=0&lWord=&lField=&sScope=&sLevel=&sLabel=&total=15&num=0&imgs=20&pNum=&pos=4

GRABADO color,Detalle:“Plantação de Chá no Jardim Botânico” do artista Johan Moritz Rugendas retrata os chineses fazendo o cultivo do chá no parque, no século XVIII.


O Ministro Conde
de Linhares,solicitou então ao Senador de Macau Rafael Botado e Almeida que mandasse vir agricultores chineses, bem como sementes de chá, nozmoscada e fruta pão, além de outras especiarias para plantarem aqui. Com a chegada de 300 chineses em princípios de 1811, foi emitido o Alvará Régio no. 5, datado de 11 de março de 1811, pelo qual D. João mandou criar e instalar o Real Horto Botânico da Lagoa, origem do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
As coisas não deram muito certo no início. O Conde de Linhares, principal animador do projeto,morreu de uma bengalada dada por D. João, durante uma admoestação, em 1811. Seu sucessor, Antônio de Araújo e Azevedo, Conde da Barca (falecido em 1817), não se interessou muito pelo projeto. Por outro lado, em vezdos portugueses mandarem vir agricultores especializados da China, vieram,sim, todos os bandidos das prisões de Macau. Eles não plantavam quase nada, vendiam as mudas e sementes como camelôs pelas ruas da cidade e, com
o dinheiro arrecadado, compravam ópio nas boticas, o qual fumavam no rancho onde dormiam no Alto da Boa Vista. Os portugueses não entendiam porque esses chineses ficavam horas e horas a fio sentados ao chão, lá no Alto da Boa Vista, com aquele cachimbo enorme na boca, olhando para a paisagem. Pensavam que eles ficavam ali admirando a beleza do lugar e, por esse motivo, batizaram o rancho onde viviam como Vista dos Chins, ou Vista Chinesa, nome que pegou e foi dado à primeira "boca-de- fumo" do Rio de Janeiro (e que ainda o é...). Em 1905/6, o Prefeito Pereira Passos, em lembrança a esses chineses, construiu um quiosque de ferro fundido no local.
Uma tentativa de aproveitar esses chineses na Real Fazenda de Santa Cruz, bem como no Arsenal Real de Marinha não logrou sucesso. Muitos se suicidaram de saudades. Pior, não tinham mulheres. Um deles se casou com uma índia. Apesar de todos os percalços, o plantio de chá prosperou, e em 1817 já atendia a demanda nacional do produto. Em 1819, sementes e agricultores foram levados à São Paulo, pelo engenheiro Varnhagen, e lá a planta prosperou bem. Entretanto, os ingleses não gostaram nada da notícia do Brasil produzir seu próprio chá e intimaram D. João a acabar com nossa produção.
FUENTE :PAG 56: http://www.sindegtur.org.br/2006/arquivos/zs6.pdf.

1809 Macaenses no Brasil

Um senador de Macau, Rafael Botado de Almeida, também foi ao Brasil em 1809.
Prisioneiro dos franceses na atual Ilha Maurício, ele foi autorizado a embarcar para o Brasil, levando sementes e mudas de plantas aclimatadas na ilha. Uma outra situação poderia indicar a existência de um movimento contínuo de chineses de Macau. Trata-se de uma estratégia para o desenvolvimento da cultura do chá no país. O objetivo era abastecer o mercado europeu, especialmente o inglês, e para isso fez-se vir homens e mudas de chá, que foram estabelecidos no jardim botânico e depois também em Santa Cruz, ex-fazenda jesuíta, hoje um bairro do Rio de
Janeiro (Moura 1973b : 5). Rugendas, que visitou e retratou a região por volta de 1820, localiza trezentos chineses cultivando cerca de seis mil arbustos no jardim botânico. Sua gravura descreve uma área atrás do Corcovado, à beira da lagoa Rodrigo de Freitas, perto do jardim das
Plantas. Segundo o ilustrador, só a Inglaterra importava da China três milhões de libras de chá. Rugendas defende que se a Inglaterra paga à China em metais pelo chá, « o Oriente é o abismo devorador de quase todos os metais preciosos exportados da América para a Europa » (ibid. : 9).
http://www.lusotopie.sciencespobordeaux.fr/dore.pdf.

GRABADO,Detalle:“Plantação de Chá no Jardim Botânico” do artista Johan Moritz Rugendas retrata os chineses fazendo o cultivo do chá no parque, no século XVIII.

Lusophonies asiatiques, Asiatiques en lusophonies‎ - Página 224de Centre national de la recherche scientifique (France), Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses - 2001 - 764 páginas
Um senador de Macau, Rafael Botado de Almeida, também foi ao Brasil em 1809