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domingo, 6 de septiembre de 2009

Ocupación de Timor

dibujo:Coolis embarcando en Macao-1885-1905


A partir de cerca de 1640, portanto, a presença portuguesa em Timor começa a crescer de forma relevante, de resto sem grande oposição dos habitantes da ilha. Poucos anos antes, em 1636, a chegada ao litoral timorense de frei Rafael da Veiga tinha marcado o início de uma missionação mais consequente, embora os religiosos dominicanos nunca se livrassem totalmente da fama – e talvez do proveito ! – de se envolverem no tráfico de sândalo. Mais uma vez, interesses espirituais e materiais caminhavam lado a lado. Cinco anos mais tarde existiriam em Timor vinte e duas igrejas, onde missionavam exclusivamente os frades de São Domingos. E um pouco antes de 1645, um outro religioso da mesma ordem, frei António de S. Jacinto, dirigia a construção de um forte português em território timorense, na região de Cupão, na extremidade ocidental da ilha, onde parece ter-se então desenvolvido o primeiro estabelecimento português permanente.
http://www.lusotopie.sciencespobordeaux.fr/loureiro,%20p.pdf
TIMOR LORO SAE DA DESCOBERTA À INVASÃO INDONÉSIA
Autor : A. Monge da Silva , Sócio da AMOC
O Povo, a Língua e a Organização

Basicamente, o povo é uma mistura pouco homogénea de raças melanésia e malaia. Há depois muita mistura de sangue Português, Africano, Indiano(de Goa), Chinês e outros; há até uma ilógica tribo ruiva.
A Presença Estrangeira
As primeiras referências sobre Timor vêm de escritos chineses de 1225 que se referiam ao sândalo aí produzidos. Os Portugueses chegaram à zona em 1515, mas, só em 1556, os frades Dominicanos fundam uma colónia e um forte em Lamaquera nas ilhas de Solor. Posteriormente, alargam a sua influência à ilha das Flores fundando outro forte em Larantuca. Em 1642 os mesmos frades estabelecem-se em Cupão (Kupang) na ilha de Santa Cruz, mais tarde chamada Timor.
Formaram-se nestes fortes grandes comunidades de Portugueses mestiços. Para além da "força do sangue" Português, havia uma política régia de fomento ao casamento inter raças; até os misisonários deram grande ajuda. A estes Portugueses mestiços era dado o nome de Portugueses pretos ou topasses (do Malaio, o que fala duas línguas).
Entretanto chegaram à zona os Holandeses, que tomam a ilha de Solor(1636) e a fortaleza de Cupão em Timor(1653), ficando a ilha das Flores a ser o principal centro do comércio Português. Solor muda de mão várias vexes. Quando em 1642 Malaca é tomada pelos Holandeses, os topasses que aí residiam estabelecem-se em Larantuca, na ilha das Flores e em Macáçar, nas ilhas Celébes.
Em 1629 são referenciadas em Larantuca duas importantes famílias topasses: A de Jan d'Hornay, desertor Holandês, e a família Costa, que depois se mudaram para Timor e deram origem a várias linhagens de régulos.
Guerra Ritual (Funu). As Revoltas
...............De 1719 a 1769 dá-se a rebelião de Cailaco, uma revolta de topasses contra o domínio Português. Os topasses com o apoio de vários régulos, entrincheiram-se nas "Pedras de Cailaco", uma fortaleza natural a 2.000 metros de altitude onde nascem os rios Lois, Marobo e Lau-Heli. Chuvas torrenciais obrigam os Portugueses a levantar o cerco mas alguns dos reis cercados aceitam a derrota, juram fidelidade e passam a pagar as fintas (impostos em géneros).
http://oecussi.no.sapo.pt/

India-Brasil

Pintura: A. L. Gonçalves da Cámara Coutinho. http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=4084
António Coelho Guerreiro, um pernambucano, governou Timor-Leste de 1700 a 1704. Outro pernambucano, António de Albuquerque Coelho, foi no século XVIII governador de Macau e, em 1721, passou a governar Timor e Solor. António Coelho Guerreiro foi nomeado para Timor pelo 57º vice-rei da Índia, António Luís Gonçalves da Câmara Coutinho (1638-1701 Bahía), empossado neste cargo em 1697. Câmara Coutinho foi capitão-general de Pernambuco e, por morte de Matias da Cunha, tomou posse do cargo de capitão–general do Brasil. Atribui-se a este capitão-general a introdução de culturas novas no território brasileiro como a canela e a pimenta da Índia, embora o coqueiro, a mangueira, a carambola e a árvore do fruta-pão já tivessem sido levados do Oriente para o Brasil pelos portugueses no século XVI e XVII. António Coelho Guerreiro, enquanto governador de Timor, devido á disputa com os Holandeses, tal como havia sido instituído no Brasil, atribuiu a patente de coronel a alguns reis e de coronela a algumas rainhas timorenses, instituição que permaneceu até 1975, à excepção da patente de coronela que, por determinação do governador Celestino da Silva, acabou em finais do século XIX com D. Margarida Ribeiro Pires, rainha de Cová, chefe dos reis rebeldes do Oeste e um dos principais personagens deste romance.


Antônio Luís Gonçalves da Câmara Coutinho (Portugal, 1638 — Bahia, 1702), foi um administrador colonial português no Brasil. Herdou a Capitania do Espírito Santo, que vendeu em 1674. Governador do Estado do Brasil de 1690 a 1694, introduziu novos cultivos, como o da canela e o da pimenta da Índia, além de ter combatido os quilombos.



TRADIÇÃO E INOVAÇÃO NA ADMINISTRAÇÃO
DAS ILHAS DE SOLOR E TIMOR: 1650-1750
por
Artur Teodoro de Matos
.................Como no século XVI acontecera no golfo de Bengala e nos mares da China, a quase ausência de autoridade portuguesa favorecia o estabelecimento de aventureiros. Os que se radicaram em Timor eram sobretudo topazes, termo cuja significação explicámos já. Os holandeses chamavam-lhes Zwarte Portugezen, "portugueses pretos", e os ingleses Black Portuguese. Os topazes agiam por sua conta e risco, quer se dedicassem ao trato comercial, quer à guerra, com hostes de apaniguados que armavam e mantinham; de começo estariam como mercenários ao serviço dos frades ou de potentados nativos, mas cedo começaram a tornar-se por seu turno em potentados locais, talhando para si domínios em que ditavam a lei e desenvolviam a sua própria política.
As mais célebres famílias de topazes são os Costas, vindos de Larantuca, nas Flores, e os Hornays, descendentes de um trânsfuga holandês convertido ao catolicismo, que desposou uma mulher timorense (que por seu turno ao enviuvar casou em segundas núpcias com um macaísta, mestiço de português e china). Ora aliadas ora rivais, ambas as famílias vieram a estabelecer-se no Oé-Cússi, desempenhando um papel importante na história de Timor. Parece que acordaram governar alternadamente o território, cruzando-se ao mesmo tempo entre si. No entanto a actual linhagem reinante de Oé-Cússi usa o sobrenome Costa.

.............. 1722 António de Albuquerque Coelho — um mestiço brasileiro, filho bastardo de um governador do Maranhão, que governara já Macau — inaugurou a sua governação expulsando da ilha o bispo. D. Frei Manuel de Santo António veio a falecer em 1734 sem ter regressado a Timor.
5. António Coelho Guerreiro lançou os fundamentos de uma organização que, apenas com ligeiros retoques, iria vigorar durante dois séculos, até ao governo de Celestino da Silva (1894-1908); alguns dos seus elementos, como a organização militar baseada nas companhias de moradores.

.................Coelho Guerreiro projectava organizar um efectivo militar de seiscentos e tal homens, compreendendo um corpo de 60 artilheiros. Como vimos já, em Goa só recebeu 50 homens a que em Macau pôde juntar ainda 32. Foi provavelmente essa dificuldade em recrutar fora da ilha tropas para Timor que o levou a empreender a sua obra mais original e mais duradoura: a militarização das estruturas tradicionais de Timor.

http://www.humanismolatino.online.pt/v1/pdf/C003-018.pdf

Afonso de Albuquerque (1453 Alhandra, Portugal - 16 de Diciembre 1515 Goa, India)

Calabar, Escrito por José da Silva Mendes Leal
http://books.google.es/books?id=AbMCAAAAMAAJ&printsec=titlepage&source=gbs_v2_summary_r&cad=0#v=onepage&q=asia&f=false
libro: Los Héroes y las maravillas del mundo(pag340) http://books.google.es/books?id=575Zm4TGI_kC





En posesión de su cargo trató de conquistar Calicut sin éxito aunque si consiguió tomar posesión de Goa en 1510, convirtiéndola en capital de las Indias Potuguesas. Conquistó Ceilán y Malaca (1)(Singapur) con lo que consiguió someter a numerosas islas malayas, entre ellas Java y Sumatra. En 1513 bombardeó Adén y penetró en el mar Rojo, siendo el primer europeo que lo hizo al mando de una escuadra de guerra. inició contactos para aliarse con el negus de Abisinia y formuló el ambicioso proyecto de desviar el Nilo hacia el mar Rojo con el fin de anular la competencia de Suez a los puertos indios controlados por Portugal. A partir de 1514 se dedica a la diplomacia, firmando la paz con Calicut y enriqueciendo Goa, donde trató de crear una raza mestiza propiciando matrimonios de portugueses con indígenas. Tras su muerte su cuerpo fue enterrado en el convento de Nossa Senhora da Graça de los Religiosos Eremitas de Santo Agostinho da corte.
Dejó un hijo natural, Blas de Albuquerque, que narró la vida de su padre en la obra Comentarios do Grande Afonso de Albuquerque. Camões celebró sus empresas en Os Lusíadas.



(1)Se dice que la historia de Malasia empieza en el año 1400 con la fundación de Malaca, por un príncipe de la vecina isla de Sumatra llamado Parameswara.
Lo cierto es que en este estratégico enclave estuvieron los portugueses en 1511; los holandeses, en 1641, y los británicos, en 1824, hasta la independencia.
Fue un gran centro de negocios del sureste asiático que motivó la llegada de mercaderes de China, India y la península arábiga.http://www.tempsdoci.com/Malaca_malasia.php



NOTA: Topazes, designación que en lengua hindi, significa bilingüe , también conocidos por casados, por ser resultado de la política de mestizar iniciada por Albuquerque, en Goa, trasladada para Malaca, donde proliferan estos euro-asiáticos que en sus comunidades absorbieron chinos, esclavos de diferentes orígenes y tuvieron una gran importancia en la génesis timorense.