lunes, 15 de febrero de 2010

o recrutamento das gentes do mar na América portuguesa (séculos XVII e XVIII)

Vicissitudes de um império oceânico: o recrutamento das gentes do mar na América portuguesa (séculos XVII e XVIII)
Luiz Geraldo Silva
Graduado em História pela Universidade Federal de Pernambuco, Mestrado em História do Brasil pela mesma Universidade e Doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo. É Professor Adjunto da Universidade Federal do Paraná e tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil Colônia


Assim, desde o século XVI, mas sobretudo entre os séculos XVII e XVIII, sabe-se que muitos escravos negros – africanos ou nascidos em Portugal – foram empregados nos navios da carreira da Índia. Como revela Saunders, muitos deles – senão a maioria – eram de propriedade de marujos recrutados pela Marinha portuguesa. Empregando seus escravos nos navios, os marujos acabavam por perceber seu salário e o salário de seus cativos. Desse modo, eles viam aumentar seus rendimentos pecuniários além de serem poupados de trabalhos pesados executados a bordo, os quais acabavam por ficar a cargo dos escravos. Do ponto de vista das autoridades portuguesas, o expediente de empregar escravos acabava sendo encarado como um meio normal e corrente de suprir lacunas na tripulação. Em 1559, o navio Águia, que fazia a carreira da Índia, “só se salvou de naufragar no canal de Moçambique devido aos esforços feito pelos negros que estavam a bordo”. Funcionários da Casa da Índia declararam em 1712 que muitos navios da carreira não teriam alcançado Portugal “se não fosse o trabalho contínuo dos escravos negros que vão neles”. Em 1738 o Vice-Rei da Índia, D. Pedro de Mascarenhas (1732-1740), afirmou que quando não havia escravos provenientes de Moçambique nos galeões estes não podiam navegar. Segundo ele, os escravos negros eram empregados nos navios “como trabalhadores no convés realizando o trabalho duro, como acontece geralmente”.6
Ao mesmo tempo, a navegação marítima portuguesa interna ao Índico e ao Pacífico passou a empregar um número considerável de marujos asiáticos desde o século XVI, e os poucos brancos que restaram nos navios ocupavam as posições superiores ou as funções de soldados ou artilheiros. Calcula-se que o número de marinheiros disponíveis no Estado da Índia em inícios do século XVI nunca tenha sido superior a 400 pessoas – um número desprezível considerando as demandas de todas as frotas que partiam de Lisboa a Goa, e vice-versa. Do mesmo modo, como se verá adiante, apelar-se-á para este recurso na América portuguesa entre os séculos XVII e XVIII: marujos foram aqui recrutados primeiro para suprir demandas da carreira da Índia, depois para suprir a Marinha Real portuguesa na Europa. Finalmente, muitos marinheiros foram incorporados às forças navais para servir na própria América, notadamente nas guerras luso-espanholas levadas a efeito no Sul do Brasil durante a segunda metade do século XVIII. Recrutar marujos entre africanos, asiáticos e, depois, entre habitantes da América portuguesa constituía, pois, prática que concorria para a manutenção de um império talassocrático que, paradoxalmente, não dispunha de um considerável contingente de pessoal marítimo em seu próprio domínio terrestre europeu.7
Antes, porém, de analisar as práticas do recrutamento para a Armada portuguesa levadas a efeito na América, cabe verificar como, à mesma época, outras nações européias procediam no recrutamento de pessoas para completar as guarnições de seus barcos de guerra e de comércio.
..........................................A prática do recrutamento para a carreira da Índia na Cidade da Bahia não era realizada sem contradições em relação à vocação marítima dos recrutados. Na verdade, bem longe de critérios baseados na experiência marítima, as autoridades consideravam o serviço nas tripulações da carreira uma pena para criminosos e pessoas indesejáveis. Em julho de 1672 estacionara no porto de Salvador, para reparos, o navio São Pedro de Rates, o qual partira de Lisboa, sob comando do capitão Jerônimo de Carvalho, provavelmente em março ou abril daquele ano. Meses depois, a 23 de novembro de 1672, o então governador-geral do Estado do Brasil, Affonso Furtado de Castro do Rio de Mendonça (1671-1673), enviou carta aos capitães-mores do Recôncavo informando que havia necessidade de pessoal da terra para completar a guarnição da “nau da Índia”. Deviam os destinatários “receber esta, que guardará com todo segredo”, e lançar “os olhos nos vadios, e criminosos que nesse seu distrito houver, e em 29 deste [mês] os prenda, e os remeta a bom recado, com a memória dos nomes, e causas, porque cada um deles merece ser preso”. O governador-geral era bastante claro nesta e em outra missiva do mesmo dia, destinada ao sargento-mor da Vila do Camamu, Francisco de Oliveira Tourinho, ao declarar que, com tal procedimento, mataria dois coelhos com uma só cajadada: “minha tenção não é só acudir a esta necessidade da nau da Índia, mas livrar essa Vila de gente vagabunda e perdida”. A idéia do governador-geral era, pois, a de recrutar pessoas vadias e desocupadas para seguir viagem à Índia e “ver o Recôncavo livre de semelhante gente”. 16
http://www.revistanavigator.com.br/navig5/art/N5_art3.doc.

sábado, 13 de febrero de 2010

Tte. Valdemar habla del Jiu-Jitsu 1937 (Escuela de Educaçao Física do Exercito)


Nota del pesquisador :El tte. Valdemar (1937) Habla del Jiu Jitsu Y DEFENSA PERSONAL en la Escuela de Educación Física del Ejército.En 1937 publica, junto con A. Latorre de Faría el métod eclético de Defensa Personal.
fuente:A DEFESA PESSOAL
otra fuente: http://cap-dep.blogspot.com/2009/09/capoeira-e-o-estado-novo-70-anos-dere.html

jueves, 4 de febrero de 2010

¿Quienes acompañaron a Anthony en su estancia y muerte en Recife?

NOTA DEL PESQUISADOR: Anthony van Rieebeeck murió en Recife en 1638-Acompaño a su hijo,como médico, en sus especiciónes a Asia , y Africa. Fundó la Colonia del Cabo "Sudáfrica) donde contactó con los baosquimanos SAN POSIBLES PRACTICANTES DE LA DANZA SIMILAR A LA CAPOEIRA ANGOLA,TOCADORES DE BERIMABAU DE BOCA.Importó bosquimanos a Batavia(Malasia) y trajo esclavos de Madagascar y Angola a El cabo.


FUENTE LIBRO: A History of South Africa for Use in Schools‎ - Página 197Everhardus Cornelis Gode Molsbergen - 2009 - 224 páginas
His father was Anthony van Riebeeck, who was, very possibly, a respectable merchant or shipper. He died in Brazil in 1639

lunes, 1 de febrero de 2010

ACADEMIAS DE GINÁSTICA SÓ PARA MULHERES: INOVAÇÃO OU TRADIÇÃO?
Gabriela Neiva
Mestranda em Educação Física /GEFSS-UGF- RJ / bolsista do CNPq
Euza Maria de P. Gomes
Doutora em Educação Física/ GEFSS-UGF - UNIVERSO - RJ
Juliana Santos Costa
Mestre em Educação Física / GEFSS-UGF – UNESA – UFRJ - RJ

4.1 As academias de ginástica feminina
Verificamos no levantamento de Bertevello (2005) que na cidade do Rio de Janeiro as primeiras academias eram destinadas à prática de lutas (judô e jiu-jitsu) e halterofilismo, e algumas exceções para a prática de ginástica, dança ou natação. As modalidades predominantes eram reconhecidas como viris na época, proibidas às mulheres devido ao risco de se masculinizarem e/ou prejudicarem suas “funções”. Sob a influência do discurso higienista dominante nas décadas de 1930 e 1940, as possibilidades de atividades físicas femininas eram balé, ginástica ou dança feminina moderna.

5.2Hermínia de Andrade
Hermínia de Andrade nasceu em 1928. Moradora da Tijuca se envolveu com a prática de atividades corporais quando jovem, com 17 anos. Neste período dedicou-se às atividades físicas do Clube Ginástico Português, no centro da cidade, sobretudo o vôlei e a ginástica calistênica. Depois de se casar e ter filhos decidiu trabalhar fora de casa para ajudar nas despesas, primeiro como funcionária pública por aproximadamente quatro anos, até quando decidiu abrir a academia. Seu marido e muitos/as amigos/as não acreditaram na idéia, mas seu interesse pela área de estética a fez acreditar e seguir em frente abrindo a academia que oferecia aulas de ginástica e massagens estéticas feitas por ela mesma.
Não se profissionalizou, mas não deixou claro o motivo na narrativa. Dizia não haver curso de educação física em universidades na década de 1960, contudo, já havia a ENEFD da Universidade do Brasil desde 1939. Atribuímos a causa de sua não profissionalização ao fato de já ser mãe de dois filhos na época e, talvez, um grande entusiasmo em abrir a academia. Realizou “cursos livres” voltados para a área da educação física, reabilitação e tratamentos estéticos. Em poucos anos sua filha Margarida já a estaria ajudando.
“Depois de jovem comecei a freqüentar academia, fazer ginástica no Clube Ginástico Português. Ele existe até hoje. Na época existiam os clubes, as academias de ginástica eram poucas, mais oriental, tinha também Shidokan, que era jiu -jitsu.. Mas ginástica mesmo em academia não. Eu achava que tinha que ir por esse caminho. Aí comecei a entrar, estudei, fiz cursos, a parte de estética eu também gostava muito. Eu saí do serviço público e montei uma academia. Aí as opiniões foram todas contrárias!
http://www.cbce.org.br/cd/resumos/215.pdf

viernes, 29 de enero de 2010

Trajetórias e Carreiras Militares no Contexto do Império Português: Promoções e Conflitos nos Atos Eleitorais para Postos dos Corpos de Ordenanças





Trajetórias e Carreiras Militares no Contexto do Império Português:

Promoções e Conflitos nos Atos Eleitorais para Postos dos Corpos de Ordenanças. Comarca de Vila Rica, 1735-1777
por ANA PAULA PEREIRA COSTA
Doutoranda em História Social pelo PPGHIS/UFRJ. As observações aqui apresentadas foram retiradas de minha Dissertação de Mestrado intitulada “Atuação de poderes locais no Império Lusitano: uma análise do perfil das chefias militares dos Corpos de Ordenanças e de suas estratégias na construção de sua autoridade. Vila Rica, (1735-1777)” defendida no PPGHIS/UFRJ.
.................Assim, se a formação específica de militar em academias militares era aspecto de pouca importância para a ascensão dos oficiais a postos de maior prestígio, tanto no reino quanto no ultramar (MONTEIRO, 2003: 102-104), a experiência militar mediante atuações bélicas era muito valorizada e um poderoso recurso na obtenção de mercês e, portanto, de promoções. Convém lembrar que os serviços de guerra e defesa da terra incluíam-se entre os mais enobrecedores e importantes para concessão de mercês régias e, neste sentido, se constituíam em um importante componente da incrementação da “qualidade” dos coloniais (ALMEIDA, 2003: 153). A trajetória de Caetano Alves Rodrigues é nesse caso bem expressiva. Natural de Lisboa atuou em diversas partes do Império como militar. Assentou praça de soldado no estado da Índia onde assistiu por mais de 5 annos, atuando também como alferes de infantaria, tenente de mar e guerra e capitão. Seus serviços foram essenciais, no entender do governador D. Lourenço de Almeida, em momentos críticos para a Coroa. Dentre estes destaca a invasão da fortaleza de Andorna construída no rio de Goa que por ordens reais devia ser destruída onde:
“[...] Caetano Alves Rodrigues foi um dos primeiros que saltaram em terra avansando com armas e mays gente a dita fortaleza conseguindo queimala e demolila, matando e aprisionando se todos os que não puderam fugir (...) e da mesma sorte conduziu um exercito para tomar e qeimar as aldeas que tinha atras da fortaleza de pilligão que depois de 8 dias de citio se renderam (...) e no socorro que se deo ao rey para tomar as terras da fortaleza de Ponda (sic) foi Caetano Alves Rodrigues nomeado para rondar em balões o rio que circundava tal fortaleza para que se rendessem [...]” (AHU/MG/cx: 86; doc:17).
Além de ter atuado em Goa, prestou serviços também no mar “atacando voluntariamente o navio inglês Angria quando o rei saiu em missão para ir tomar a dita armada Angria (...) e o dito Caetano foi com 20 soldados armados a bordo do sito navio e fez com tanto valor que conseguiu trazer o navio a Goa” (Idem).
Após todos estes 5 anos atuando na Índia, embarcou para a América Portuguesa:
“[...] E sendo chegado a pouco tempo nas Minas quando os franceses invadiram o Rio de Janeiro, foi dos primeiros que se offereceo para acompanhar o governador António de Albuquerque e o fez com despesa de sua fazenda. Combateu também os revoltosos de Vila Rica e a mando do Conde de Assumar acompanhou o dito governador com seus escravos armados até Vila Rica para castigar se os cabeças do levante, e lá ficou hum mês [...]” (Idem).
Por todos estes serviços foi nomeado capitão de Ordenanças e, em 1722, coronel de cavalaria de São Paulo, e, posteriormente, de Vila Rica. Além disso, por sua participação valorosa em tão importantes acontecimentos foi feito cavaleiro professo da Ordem de Cristo em 1731 e condecorado com o foro de escudeiro e cavaleiro fidalgo da casa real em 1749 (Ibidem).

jueves, 14 de enero de 2010

Takeo Yano instructor de Ju-jutsu de Cisnando

Fabio Quio Takao – Brasil CombateColaboração: Aderleth Bezerra / Dinaldson “Dolinha” / Hugo Lira

Foto: raríssima mostrando a 2ª visita de Kimura ao Brasil. Aderbal em pé o primeiro da esquerda para direita. Kimura, sentado, o segundo da esquerda para direita. Takeo Yano, sentado, o quarto da esquerda para direita.

Em 1958, a Federação De Pugilismo do Rio de Janeiro convida Aderbal a se juntar a uma equipe composta de lutadores como Takeo Yano, Valdemar Santana, Passarito, Chouberi e outros. Essa equipe passa por diversas cidades do Brasil como Belo Horizonte, Belém do Pará e Fortaleza fazendo demonstrações. Além dessas cidades, o grupo passa por diversos países como Uruguai, Paraguai, Peru, Argentina desafiando lutadores locais. A equipe chega a permanecer 4 meses em Caracas na Venezuela marcando o auge da carreira de Aderbal.Outro grande momento da carreira de Aderbal foi vencer o instrutor da Polícia Federal do Rio de Janeiro Karol Nowina, que havia lançado um desafio a qualquer lutador de Luta Livre da época. Ainda no auge de sua carreira, Aderbal Bezerra enfrenta um dos maiores judokas de todos os tempos: Massahiko Kimura. Kimura já estivera no Brasil e havia vencido ninguém menos que Hélio Gracie. Em sua segunda visita buscava alguém para poder demonstrar sua técnica e Aderbal foi escolhido por seu porte físico e conhecimento em lutas.Infelizmente sobre essa segunda passagem de Kimura pelo Brasil existem poucos relatos.

lunes, 11 de enero de 2010

1930-40 Cisnando aprende Jiu Jitsu con Takeo Yano,


fuente: Analisando o livro de registros de associados do Centro Esportivo de Capoeira Angola: http://www.bdae.org.br/dspace/bitstream/123456789/358/5/Amelia_Conrado6.pdf

Para uma cartografia simbólica do Rio de Janeiro na Belle


foto: Zeca Floriano Peixoto 1905 ,practicante de Jiu-Jitsu.
Para uma cartografia simbólica do Rio de Janeiro na Belle
Époque: sociedade, imprensa e carnaval


...........Contudo, as grandes sociedades mantiveram-se fiéis à tradição e ao imaginário cultural do
carnaval europeu, muito embora não se esquivassem à ambigüidade constatada, por exemplo, na presença de figuras típicas do carnaval popular em seus préstitos, como os diabinhos (em geral, capoeiras que ocultavam navalhas sob a cauda da fantasia e se encarregavam da proteção aos carros da sociedade17)
17 Demonstrando o preconceito com relação a figuras típicas do carnaval popular, o memorialista Luiz Edmundo oferece-nos uma boa descrição da participação dos capoeiras na festa: “Em 1901-2-3, já não existiam capoeiras à frente de bandas militares; a coragem do chefe polícia republicano nos livrou dessa indesejável malta (...). Cá ficaram, no entanto, os amadores que, se não freqüentavam as escolas ao ar livre, onde se ia cultivar o tenebroso jiu-jitsu americano, ainda se adestravam na arte de bem-aplicar no próximo uma boa rasteira, uma cocada ou um rabo-de arraia... Pelos dias de loucura carnavalesca, a alegria e a cachaça acendem os ânimos desses tradicionalistas. E o homem colonial é o que encontramos na rua vestido de diabo, tendo uma navalha dissimulada na extremidade de uma cauda enorme ou então guardando, sob as dobras macias de um misterioso dominó, um furador de café ou um facão de cozinha” (1957, v. 4: 823).

miércoles, 6 de enero de 2010

HISTÓRIA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
Os pioneiros – Alguns nomes – Número – Partida do Tejo – Sobre o grupo de pessoas que embarcaram com Fernandes Coutinho para “conquistar e povoar”31 a capitania, são escassas as notícias. Os mais abalizados autores registram mais ou menos sessenta, aí incluídos “dois fidalgos de elevada nobreza”:32 D. Jorge de Menezes,33 “o das proezas nas Molucas e do descobrimento da Nova Guiné”,34 e D. Simão de Castelo-Branco.35 – Ambos, “por mandado de S. A.,iam cumprir suas penitências a estas partes”.36 Degredados é que eles eram.

– Referindo-se a esse companheiro de Continho, escreveu CARLOS MALHEIRO DIAS: “turbulento D. Jorge de Menezes, celebrado pela sua intrepidez no ataque ao Samorim
de Calecute, e que o vice-rei D. Nuno da Cunha castigara pelos desvarios cometidos nas
Molucas,
mandando-o algemado para Lisboa, de onde D. João III o deportou para o Brasil”
(Regimen Feudal, 243).
34 - “Segundo os linhagistas,* D. Jorge de Menezes era filho bastardo de D. Rodrigo de Menezes, filho segundo de D. João de Menezes e de D. Leonor da Silva. D. Rodrigo foi comendador de Grândola, guarda-mor do príncipe D. Afonso, filho de el-rei D. João II e mordomo-mor da rainha D. Leonor. Casou três vezes e teve bastardos. Um destes bastardos é o referido D. Jorge, capitão de Moluco, que foi degredado para o Brasil por matar a Gaspar Pereira, capitão da mesma fortaleza, onde morreu sem casar. Teve bastarda D. Inês, freira da Anunciada de Lisboa. Os historiadores referem-se com horror a D. Jorge de Menezes, como se houvesse sido um monstro de perversidade, mas o fato é que o seu único crime foi o apontado, não havendo base para outras acusações; e esse crime resgatou-o morrendo na guerra com os índios revoltados” (P. DE AZEVEDO, Primeiros Donatários, 201).

http://www.ape.es.gov.br/pdf/Livro_Historia_ES.pdf

martes, 5 de enero de 2010

Batuque, Samba e Macumba - Estudos de Gesto e de Ritmo (1926-1934)

Batuque, Samba e Macumba - Estudos de Gesto e de Ritmo (1926-1934)
Autor: Cecília Meireles
Editora: Martins FontesQuanto: (112 págs.)

Cecília em Portugal: ensaio biográfico sobre a presença de Cecília Meireles ...‎ - Página 61Leila Vilas Boas Gouvêa - 2001 - 123 páginas
Do batuque derivou-se a roda de 'capoeiragem' que vem a ser uma espécie de 'jiu-jitsu', de efeitos muito mais extraordinários, na opinião dos entendidos.(. ...

sábado, 12 de diciembre de 2009

martes, 8 de diciembre de 2009

O Negro em O Estado da Bahia

foto: Dtr.Cisnando y Bimba
O Negro em O Estado da Bahia
De 09 de maio de 1936 a 25 de janeiro de 1938
Universidade Federal da Bahia
Faculdade de Comunicação
Departamento de Jornalismo
Orientador / Docente: Professor Doutor Renato da Silveira
Autor / Discente: Vinícius Clay


Resistência com samba e capoeira
Nos dias 9 de junho e 2 de julho de 1936, Edison Carneiro publicava dois artigos em O Estado da Bahia, acompanhados de excelentes fotografias e ilustrações, que ocuparam páginas inteiras em cada edição. Os artigos sobre a “Capoeira de Angola” e o “Samba”, respectivamente, foram concebidos originalmente para integrar o livro Negros Bantos[1],
[1] CARNEIRO, Edison, op. cit., 1991.

.......................Carneiro transcreve vários cânticos usados na capoeira, se arrisca em alguns comentários sobre os mesmos e, antes de concluir, observa o aumento do interesse da sociedade baiana pela capoeira naquele período. E também destaca a importância de alguns dos mestres de seu tempo:

Há alguns anos já que o jogo da capoeira tem começado a interessar as classes médias da população da Bahia. O capoeirista bimba abriu mesmo uma escola de capoeira. Este negro, de rara agilidade , me afirmou que a sua capoeira já não é mais a de Angola, mas um prolongamento dela, já que ele se aproveita de vários golpes de outras lutas, desde a luta romana até o boxe e o jiu-jitsu. Tanto que Bimba apelida de luta regional baiana a sua capoeira especial.
O maior capoeiristas da Bahia afirmam-me os negros ser Samuel “Querido de Deus”, um pescador de notável ligeireza de corpo. Muito falados são os capoeiristas Maré (estivadores), Siri do Mangue, de Santo Amaro, e um tal Oséias, que abriu uma escola de capoeira no Rio.Mesmo assim, o processo de decomposição da capoeira está se acelerando.


DR. JOSÉ "CISNANDO" LIMA, A PEDRA FUNDAMENTAL DA REGIONAL
Aprendeu Jiu-jitsu com Takeo Yano antes de chegar a Salvador
. Com Takamatsu, 5o dan da Shotokan e 2o da Kodokan, praticou e estudou o karatê. Um dos seus colonos japoneses o iniciou em Kendô e Bojitsu.
A sua equipe de japoneses, oriunda da TakuDai, incluía Saito Masahiro, 2o dan pela Kodokan e 1o dan pela Shotokan, que ensinou Judô e Karatê no Spartan Gym de Dr. Geraldo Blandy Motta e no Gremio da Escola de Politécnica, com o qual também pratiquei as duas artes marciais.
http://capoeiradabahia.portalcapoeira.com/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=234

lunes, 30 de noviembre de 2009

A dinâmica da presença brasileira no Indico e no Oriente

A dinâmica da presença brasileira no
Índico e no Oriente. Séculos XVI-XIX1
Anthony John R. Russel-Wood
Com certeza houve participação baiana — mesmo sendo às vezes constrangida— e soldados e oficiais de origem brasileira serviram na Índia no percurso do século XVIII. Um edital régio de 1748, requerendo alistamento voluntário de 1.500 soldados, para a guarnição militar da Índia, foi publicado em Salvador.14 Há notícias de soldados passando por Salvador, de volta da Índia a caminho de Portugal; contudo, há dúvidas se uma campanha para alistamento em Salvador teria reunido muitos voluntários para servir na Índia. Mesmo assim, na década de 1780, soldados de “guarnição de carreira” foram remetidos de Salvador para Moçambique, criando um problema
para o governador daquele território que não contava com recursos financeiros para pagar os soldos de tais soldados.15 Em 1786 o governador da ilha de Moçambique acusou a chegada de
dois “soldados incorrigíveis” mandados pelo governador de Salvador. Também na década de 1780, vários soldados do regimento de infantaria em Salvador foram mandados para Índia como punição por sua má conduta.
Em 1789, foram embarcados em Salvador, na nau Nossa Senhora da Conceição e Santo Antônio, três soldados degredados para a Índia pelos seus crimes: dois do segundo regimento de infantaria da guarnição de Salvador e um do regimento de infantaria de Pernambuco.16
http://www.revistatopoi.org/numeros_anteriores/topoi03/topoi3a1.pdf

A China no Brasil

Fonte: LEITE, José Roberto Teixeira. Introdução: A China no Brasil. In: ______. A China no Brasil: influências, marcas, ecos e sobrevivências chinesas na sociedade e na arte brasileiras. Campinas, SP: Ed. da Unicamp, 1999. p. 9-24.

Muitas foram as ocasiões em que soldados do Brasil seguiram de Salvador com destino às mais remotas paragens do Império Ultramarino Português, a fim de reforçar guarnições regionais. Para a Ásia inclusive: em 1672, por exemplo, quando o governador da Bahia fez embarcar no galeão São Pedro de Rates, com destino à Índia, toda uma companhia de infantaria; ou em 1725, quando 42 praças baianos partiram na fragata Santo Antônio de Pádua para engrossar tropas no Oriente; ou ainda em 1748, ano em que se abriu na Bahia alistamento para 1.500 soldados que deveriam servir por 6 anos no Estado da Índia, ao termo dos quais era-lhes garantida a viagem de volta. Tudo isso serve para justificar a afirmativa de Amaral Lapa, de que em inúmeros chãos onde pisaram os pés portugueses o Brasil esteve diretamente presente.
Se é muito provável que a maior parte desses marinheiros, soldados, oficiais mecânicos e criminosos que deixaram a Bahia com destino à Ásia por lá ficaram - sem recursos para voltar, mortos na travessia marítima ou em combate -, é possível que outros tantos tenham logrado retornar, trazendo então experiências, observações e vivências que podem ter posto em circulação em nossa sociedade colonial. E nem eram só eles os que, procedentes da Índia ou da China, podem ter contribuído para a introdução no Brasil de modismos orientais: também incontáveis clandestinos e desertores, religiosos, enfermos de volta à Europa e que por aqui iam ficando .............. Também aqui cedamos a palavra a Amaral Lapa:
................Muitos soldados das guarnições portuguesas do Oriente embarcaram para o Brasil, sem licença dos superiores, mas quase sempre sob as vistas condescentes de oficiais das naus. Acabaram ficando por aqui, ou procuravam, mais tarde, ir para o Reino.12
Fonte: LEITE, José Roberto Teixeira. Introdução: A China no Brasil ...

lunes, 23 de noviembre de 2009

Chinos en Brasil

The coolie speaks: Chinese indentured laborers and African slaves in Cuba‎Lisa Yun - 2008 - 311 páginas
The type of coolie system and the conditions of labor in Cuba raise challenging questions, with features of hypermobility (with coolies often having several ...

jueves, 19 de noviembre de 2009

1601-1611-BRASIL-Esclavos de Indias Orientales

O trato as margens do pacto
Autor(es)
Fernão Pompeo Camargo Neto

Já no início do século XVII, quando aqui esteve, Fancisco Pyrard, natural de Laval, percebeu e manifestou-se sobre a vantagem que tinham os senhores de escravos em decorrênciado fato da desterritorialização do trabalhador escravo, o qual, fora do seu habitat natural, se viacomo um peixe fora d’água, desconhecendo o meio ambiente que teria que enfrentar, em termos da determinação das espécies de plantas e de animais de que pudesse se alimentar, da forma como deles poderia se apoderar, de como achar água, de aonde se esconder, e, ademais, de como conviver com autóctones que lhes eram hostis. Tudo isso representava um desestímulo à fuga dos africanos, que, além de enfrentarem a desvantagem, pela inadaptação ao meio físico, que tinham ao fugir pela mata relativamente aos capitães-do-mato nativos, ainda receavam o confronto com os habitantes naturais da terra. Assim se expressou a esse respeito o aventureiro de Laval, quando por aqui passou: “...a coisa que os portugueses fazem mais estimação no Brasil são os escravos da costa de África e das Índias orientais, porque não se atrevem a fugir nem a escapar-se, porque a gente da terra os apanharia e os comeria, o que não farão aos da própria terra que, além disso, não são tão aptos para o trabalho como os outros.” (PYRARD, 1944:234–vol.2).
http://libdigi.unicamp.br/document/?code=vtls000339274

miércoles, 18 de noviembre de 2009

Navegação comercial entre o Brasil e a Ásia Portuguesa


Navegação comercial entre o Brasil e a Ásia Portuguesa durante a estadia da corte no Brasil 1808-1821
Ernestina Carreira
Université de Provence


O Brasil atingiu assim cerca de 30% do total das viagens transoceânicas. Foi o território ultramarino que mais beneficiou com a mudança de legislação. Se integrarmos nestas estatísticas as viagens destinadas à África oriental, podemos até chegar a um número de armamentos próximo dos resultados lisboetas desta década. De facto, Manolo Florentino identificou no Rio de Janeiro 239 navios negreiros vindos do Índico entre 1811 e 1830 36. Os arquivos da Bahia 37, apesar de lacunares, registam também o envio de pelo menos vinte embarcações a Moçambique e Quelimane entre 1811 e 1821.
A documentação permite-nos constatar que a segurança no Índico a partir de 1810, assim como a mudança de legislação, desencadearam imediatamente um investimento na rota do cabo da Boa Esperança. Mas contrariamente aos Lisboetas, os armadores do Brasil preferiram nitidamente as trocas com o oceano Índico ocidental, onde acabariam, com os Macaenses, por quase eliminar a concorrência metropolitana.
De facto, a Correspondência de Macau, fundo conservado no Arquivo de Goa, revela a modéstia da rota da China: Cariocas e Baianos armaram para lá apenas três viagens entre 1814 e 1820 38. Uma análise mais pormenorizada dos três carregamentos sugere que todos os navios fizeram escala em Bengala e que a sua principal actividade foi o frete, inclusive na viagem de volta entre Macau e o Brasil. Este destino comportava obstáculos dificilmente superáveis. Os Brasileiros não possuíam ali nem crédito, nem experiência suficiente. Fora as patacas, também mal podiam arranjar carregamentos adequados. Pode-se facilmente imaginar que o Senado, protegendo os seus membros, não mostrou grandes disposições para satisfazer esta concorrência. Enfim, nem tinham a certeza de poder contar com boas vendas no Brasil, já que os navios lisboetas emacaenses abasteciam este mercado até à saturação.

viernes, 13 de noviembre de 2009

1854-Chinos de Singapur en Brasil


Études sur le Brésil au point de vue de l'émigration et du commerce français‎ - Página 103Hippolyte Carvallo - 1858 - 174 páginas
C'est ainsi qu'on a vu arriver avec étonnement au Brésil trois cents Chinois venant de Singapour, et destinés à la colonisation. A côté de ces entreprises .

jueves, 5 de noviembre de 2009

Nuevos indicios de Aculturación Afro-Asiatico-Brasileña


Fuente grabado izquierda:
Domaine
estampe
Dénomination
carte réclame
Auteur / Exécutant
BASTER & VIEILLEMARD (éditeur)
Titre
MALGACHE / XIXe SIECLE / GUERRIER / LES COSTUMES- (1re SERIE) - ANTIQUITE ET MOYEN AGE-144 (titre inscrit)
période de création / exécution
4e quart 19e siècle ; 1er quart 20e siècle
Lieu de conservation
Paris ; musée des Civilisations de l'Europe et de la Méditerranée
N° inventaire
994.30.145 A ; BV.1.18.144
Notice complète N° 1
http://www.culture.gouv.fr/Wave/image/joconde/0488/m500202_atpico070579_1.jpg