viernes, 29 de enero de 2010

Trajetórias e Carreiras Militares no Contexto do Império Português: Promoções e Conflitos nos Atos Eleitorais para Postos dos Corpos de Ordenanças





Trajetórias e Carreiras Militares no Contexto do Império Português:

Promoções e Conflitos nos Atos Eleitorais para Postos dos Corpos de Ordenanças. Comarca de Vila Rica, 1735-1777
por ANA PAULA PEREIRA COSTA
Doutoranda em História Social pelo PPGHIS/UFRJ. As observações aqui apresentadas foram retiradas de minha Dissertação de Mestrado intitulada “Atuação de poderes locais no Império Lusitano: uma análise do perfil das chefias militares dos Corpos de Ordenanças e de suas estratégias na construção de sua autoridade. Vila Rica, (1735-1777)” defendida no PPGHIS/UFRJ.
.................Assim, se a formação específica de militar em academias militares era aspecto de pouca importância para a ascensão dos oficiais a postos de maior prestígio, tanto no reino quanto no ultramar (MONTEIRO, 2003: 102-104), a experiência militar mediante atuações bélicas era muito valorizada e um poderoso recurso na obtenção de mercês e, portanto, de promoções. Convém lembrar que os serviços de guerra e defesa da terra incluíam-se entre os mais enobrecedores e importantes para concessão de mercês régias e, neste sentido, se constituíam em um importante componente da incrementação da “qualidade” dos coloniais (ALMEIDA, 2003: 153). A trajetória de Caetano Alves Rodrigues é nesse caso bem expressiva. Natural de Lisboa atuou em diversas partes do Império como militar. Assentou praça de soldado no estado da Índia onde assistiu por mais de 5 annos, atuando também como alferes de infantaria, tenente de mar e guerra e capitão. Seus serviços foram essenciais, no entender do governador D. Lourenço de Almeida, em momentos críticos para a Coroa. Dentre estes destaca a invasão da fortaleza de Andorna construída no rio de Goa que por ordens reais devia ser destruída onde:
“[...] Caetano Alves Rodrigues foi um dos primeiros que saltaram em terra avansando com armas e mays gente a dita fortaleza conseguindo queimala e demolila, matando e aprisionando se todos os que não puderam fugir (...) e da mesma sorte conduziu um exercito para tomar e qeimar as aldeas que tinha atras da fortaleza de pilligão que depois de 8 dias de citio se renderam (...) e no socorro que se deo ao rey para tomar as terras da fortaleza de Ponda (sic) foi Caetano Alves Rodrigues nomeado para rondar em balões o rio que circundava tal fortaleza para que se rendessem [...]” (AHU/MG/cx: 86; doc:17).
Além de ter atuado em Goa, prestou serviços também no mar “atacando voluntariamente o navio inglês Angria quando o rei saiu em missão para ir tomar a dita armada Angria (...) e o dito Caetano foi com 20 soldados armados a bordo do sito navio e fez com tanto valor que conseguiu trazer o navio a Goa” (Idem).
Após todos estes 5 anos atuando na Índia, embarcou para a América Portuguesa:
“[...] E sendo chegado a pouco tempo nas Minas quando os franceses invadiram o Rio de Janeiro, foi dos primeiros que se offereceo para acompanhar o governador António de Albuquerque e o fez com despesa de sua fazenda. Combateu também os revoltosos de Vila Rica e a mando do Conde de Assumar acompanhou o dito governador com seus escravos armados até Vila Rica para castigar se os cabeças do levante, e lá ficou hum mês [...]” (Idem).
Por todos estes serviços foi nomeado capitão de Ordenanças e, em 1722, coronel de cavalaria de São Paulo, e, posteriormente, de Vila Rica. Além disso, por sua participação valorosa em tão importantes acontecimentos foi feito cavaleiro professo da Ordem de Cristo em 1731 e condecorado com o foro de escudeiro e cavaleiro fidalgo da casa real em 1749 (Ibidem).

jueves, 14 de enero de 2010

Takeo Yano instructor de Ju-jutsu de Cisnando

Fabio Quio Takao – Brasil CombateColaboração: Aderleth Bezerra / Dinaldson “Dolinha” / Hugo Lira

Foto: raríssima mostrando a 2ª visita de Kimura ao Brasil. Aderbal em pé o primeiro da esquerda para direita. Kimura, sentado, o segundo da esquerda para direita. Takeo Yano, sentado, o quarto da esquerda para direita.

Em 1958, a Federação De Pugilismo do Rio de Janeiro convida Aderbal a se juntar a uma equipe composta de lutadores como Takeo Yano, Valdemar Santana, Passarito, Chouberi e outros. Essa equipe passa por diversas cidades do Brasil como Belo Horizonte, Belém do Pará e Fortaleza fazendo demonstrações. Além dessas cidades, o grupo passa por diversos países como Uruguai, Paraguai, Peru, Argentina desafiando lutadores locais. A equipe chega a permanecer 4 meses em Caracas na Venezuela marcando o auge da carreira de Aderbal.Outro grande momento da carreira de Aderbal foi vencer o instrutor da Polícia Federal do Rio de Janeiro Karol Nowina, que havia lançado um desafio a qualquer lutador de Luta Livre da época. Ainda no auge de sua carreira, Aderbal Bezerra enfrenta um dos maiores judokas de todos os tempos: Massahiko Kimura. Kimura já estivera no Brasil e havia vencido ninguém menos que Hélio Gracie. Em sua segunda visita buscava alguém para poder demonstrar sua técnica e Aderbal foi escolhido por seu porte físico e conhecimento em lutas.Infelizmente sobre essa segunda passagem de Kimura pelo Brasil existem poucos relatos.

lunes, 11 de enero de 2010

1930-40 Cisnando aprende Jiu Jitsu con Takeo Yano,


fuente: Analisando o livro de registros de associados do Centro Esportivo de Capoeira Angola: http://www.bdae.org.br/dspace/bitstream/123456789/358/5/Amelia_Conrado6.pdf

Para uma cartografia simbólica do Rio de Janeiro na Belle


foto: Zeca Floriano Peixoto 1905 ,practicante de Jiu-Jitsu.
Para uma cartografia simbólica do Rio de Janeiro na Belle
Époque: sociedade, imprensa e carnaval


...........Contudo, as grandes sociedades mantiveram-se fiéis à tradição e ao imaginário cultural do
carnaval europeu, muito embora não se esquivassem à ambigüidade constatada, por exemplo, na presença de figuras típicas do carnaval popular em seus préstitos, como os diabinhos (em geral, capoeiras que ocultavam navalhas sob a cauda da fantasia e se encarregavam da proteção aos carros da sociedade17)
17 Demonstrando o preconceito com relação a figuras típicas do carnaval popular, o memorialista Luiz Edmundo oferece-nos uma boa descrição da participação dos capoeiras na festa: “Em 1901-2-3, já não existiam capoeiras à frente de bandas militares; a coragem do chefe polícia republicano nos livrou dessa indesejável malta (...). Cá ficaram, no entanto, os amadores que, se não freqüentavam as escolas ao ar livre, onde se ia cultivar o tenebroso jiu-jitsu americano, ainda se adestravam na arte de bem-aplicar no próximo uma boa rasteira, uma cocada ou um rabo-de arraia... Pelos dias de loucura carnavalesca, a alegria e a cachaça acendem os ânimos desses tradicionalistas. E o homem colonial é o que encontramos na rua vestido de diabo, tendo uma navalha dissimulada na extremidade de uma cauda enorme ou então guardando, sob as dobras macias de um misterioso dominó, um furador de café ou um facão de cozinha” (1957, v. 4: 823).

miércoles, 6 de enero de 2010

HISTÓRIA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
Os pioneiros – Alguns nomes – Número – Partida do Tejo – Sobre o grupo de pessoas que embarcaram com Fernandes Coutinho para “conquistar e povoar”31 a capitania, são escassas as notícias. Os mais abalizados autores registram mais ou menos sessenta, aí incluídos “dois fidalgos de elevada nobreza”:32 D. Jorge de Menezes,33 “o das proezas nas Molucas e do descobrimento da Nova Guiné”,34 e D. Simão de Castelo-Branco.35 – Ambos, “por mandado de S. A.,iam cumprir suas penitências a estas partes”.36 Degredados é que eles eram.

– Referindo-se a esse companheiro de Continho, escreveu CARLOS MALHEIRO DIAS: “turbulento D. Jorge de Menezes, celebrado pela sua intrepidez no ataque ao Samorim
de Calecute, e que o vice-rei D. Nuno da Cunha castigara pelos desvarios cometidos nas
Molucas,
mandando-o algemado para Lisboa, de onde D. João III o deportou para o Brasil”
(Regimen Feudal, 243).
34 - “Segundo os linhagistas,* D. Jorge de Menezes era filho bastardo de D. Rodrigo de Menezes, filho segundo de D. João de Menezes e de D. Leonor da Silva. D. Rodrigo foi comendador de Grândola, guarda-mor do príncipe D. Afonso, filho de el-rei D. João II e mordomo-mor da rainha D. Leonor. Casou três vezes e teve bastardos. Um destes bastardos é o referido D. Jorge, capitão de Moluco, que foi degredado para o Brasil por matar a Gaspar Pereira, capitão da mesma fortaleza, onde morreu sem casar. Teve bastarda D. Inês, freira da Anunciada de Lisboa. Os historiadores referem-se com horror a D. Jorge de Menezes, como se houvesse sido um monstro de perversidade, mas o fato é que o seu único crime foi o apontado, não havendo base para outras acusações; e esse crime resgatou-o morrendo na guerra com os índios revoltados” (P. DE AZEVEDO, Primeiros Donatários, 201).

http://www.ape.es.gov.br/pdf/Livro_Historia_ES.pdf

martes, 5 de enero de 2010

Batuque, Samba e Macumba - Estudos de Gesto e de Ritmo (1926-1934)

Batuque, Samba e Macumba - Estudos de Gesto e de Ritmo (1926-1934)
Autor: Cecília Meireles
Editora: Martins FontesQuanto: (112 págs.)

Cecília em Portugal: ensaio biográfico sobre a presença de Cecília Meireles ...‎ - Página 61Leila Vilas Boas Gouvêa - 2001 - 123 páginas
Do batuque derivou-se a roda de 'capoeiragem' que vem a ser uma espécie de 'jiu-jitsu', de efeitos muito mais extraordinários, na opinião dos entendidos.(. ...

sábado, 12 de diciembre de 2009

martes, 8 de diciembre de 2009

O Negro em O Estado da Bahia

foto: Dtr.Cisnando y Bimba
O Negro em O Estado da Bahia
De 09 de maio de 1936 a 25 de janeiro de 1938
Universidade Federal da Bahia
Faculdade de Comunicação
Departamento de Jornalismo
Orientador / Docente: Professor Doutor Renato da Silveira
Autor / Discente: Vinícius Clay


Resistência com samba e capoeira
Nos dias 9 de junho e 2 de julho de 1936, Edison Carneiro publicava dois artigos em O Estado da Bahia, acompanhados de excelentes fotografias e ilustrações, que ocuparam páginas inteiras em cada edição. Os artigos sobre a “Capoeira de Angola” e o “Samba”, respectivamente, foram concebidos originalmente para integrar o livro Negros Bantos[1],
[1] CARNEIRO, Edison, op. cit., 1991.

.......................Carneiro transcreve vários cânticos usados na capoeira, se arrisca em alguns comentários sobre os mesmos e, antes de concluir, observa o aumento do interesse da sociedade baiana pela capoeira naquele período. E também destaca a importância de alguns dos mestres de seu tempo:

Há alguns anos já que o jogo da capoeira tem começado a interessar as classes médias da população da Bahia. O capoeirista bimba abriu mesmo uma escola de capoeira. Este negro, de rara agilidade , me afirmou que a sua capoeira já não é mais a de Angola, mas um prolongamento dela, já que ele se aproveita de vários golpes de outras lutas, desde a luta romana até o boxe e o jiu-jitsu. Tanto que Bimba apelida de luta regional baiana a sua capoeira especial.
O maior capoeiristas da Bahia afirmam-me os negros ser Samuel “Querido de Deus”, um pescador de notável ligeireza de corpo. Muito falados são os capoeiristas Maré (estivadores), Siri do Mangue, de Santo Amaro, e um tal Oséias, que abriu uma escola de capoeira no Rio.Mesmo assim, o processo de decomposição da capoeira está se acelerando.


DR. JOSÉ "CISNANDO" LIMA, A PEDRA FUNDAMENTAL DA REGIONAL
Aprendeu Jiu-jitsu com Takeo Yano antes de chegar a Salvador
. Com Takamatsu, 5o dan da Shotokan e 2o da Kodokan, praticou e estudou o karatê. Um dos seus colonos japoneses o iniciou em Kendô e Bojitsu.
A sua equipe de japoneses, oriunda da TakuDai, incluía Saito Masahiro, 2o dan pela Kodokan e 1o dan pela Shotokan, que ensinou Judô e Karatê no Spartan Gym de Dr. Geraldo Blandy Motta e no Gremio da Escola de Politécnica, com o qual também pratiquei as duas artes marciais.
http://capoeiradabahia.portalcapoeira.com/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=234

lunes, 30 de noviembre de 2009

A dinâmica da presença brasileira no Indico e no Oriente

A dinâmica da presença brasileira no
Índico e no Oriente. Séculos XVI-XIX1
Anthony John R. Russel-Wood
Com certeza houve participação baiana — mesmo sendo às vezes constrangida— e soldados e oficiais de origem brasileira serviram na Índia no percurso do século XVIII. Um edital régio de 1748, requerendo alistamento voluntário de 1.500 soldados, para a guarnição militar da Índia, foi publicado em Salvador.14 Há notícias de soldados passando por Salvador, de volta da Índia a caminho de Portugal; contudo, há dúvidas se uma campanha para alistamento em Salvador teria reunido muitos voluntários para servir na Índia. Mesmo assim, na década de 1780, soldados de “guarnição de carreira” foram remetidos de Salvador para Moçambique, criando um problema
para o governador daquele território que não contava com recursos financeiros para pagar os soldos de tais soldados.15 Em 1786 o governador da ilha de Moçambique acusou a chegada de
dois “soldados incorrigíveis” mandados pelo governador de Salvador. Também na década de 1780, vários soldados do regimento de infantaria em Salvador foram mandados para Índia como punição por sua má conduta.
Em 1789, foram embarcados em Salvador, na nau Nossa Senhora da Conceição e Santo Antônio, três soldados degredados para a Índia pelos seus crimes: dois do segundo regimento de infantaria da guarnição de Salvador e um do regimento de infantaria de Pernambuco.16
http://www.revistatopoi.org/numeros_anteriores/topoi03/topoi3a1.pdf

A China no Brasil

Fonte: LEITE, José Roberto Teixeira. Introdução: A China no Brasil. In: ______. A China no Brasil: influências, marcas, ecos e sobrevivências chinesas na sociedade e na arte brasileiras. Campinas, SP: Ed. da Unicamp, 1999. p. 9-24.

Muitas foram as ocasiões em que soldados do Brasil seguiram de Salvador com destino às mais remotas paragens do Império Ultramarino Português, a fim de reforçar guarnições regionais. Para a Ásia inclusive: em 1672, por exemplo, quando o governador da Bahia fez embarcar no galeão São Pedro de Rates, com destino à Índia, toda uma companhia de infantaria; ou em 1725, quando 42 praças baianos partiram na fragata Santo Antônio de Pádua para engrossar tropas no Oriente; ou ainda em 1748, ano em que se abriu na Bahia alistamento para 1.500 soldados que deveriam servir por 6 anos no Estado da Índia, ao termo dos quais era-lhes garantida a viagem de volta. Tudo isso serve para justificar a afirmativa de Amaral Lapa, de que em inúmeros chãos onde pisaram os pés portugueses o Brasil esteve diretamente presente.
Se é muito provável que a maior parte desses marinheiros, soldados, oficiais mecânicos e criminosos que deixaram a Bahia com destino à Ásia por lá ficaram - sem recursos para voltar, mortos na travessia marítima ou em combate -, é possível que outros tantos tenham logrado retornar, trazendo então experiências, observações e vivências que podem ter posto em circulação em nossa sociedade colonial. E nem eram só eles os que, procedentes da Índia ou da China, podem ter contribuído para a introdução no Brasil de modismos orientais: também incontáveis clandestinos e desertores, religiosos, enfermos de volta à Europa e que por aqui iam ficando .............. Também aqui cedamos a palavra a Amaral Lapa:
................Muitos soldados das guarnições portuguesas do Oriente embarcaram para o Brasil, sem licença dos superiores, mas quase sempre sob as vistas condescentes de oficiais das naus. Acabaram ficando por aqui, ou procuravam, mais tarde, ir para o Reino.12
Fonte: LEITE, José Roberto Teixeira. Introdução: A China no Brasil ...

lunes, 23 de noviembre de 2009

Chinos en Brasil

The coolie speaks: Chinese indentured laborers and African slaves in Cuba‎Lisa Yun - 2008 - 311 páginas
The type of coolie system and the conditions of labor in Cuba raise challenging questions, with features of hypermobility (with coolies often having several ...

jueves, 19 de noviembre de 2009

1601-1611-BRASIL-Esclavos de Indias Orientales

O trato as margens do pacto
Autor(es)
Fernão Pompeo Camargo Neto

Já no início do século XVII, quando aqui esteve, Fancisco Pyrard, natural de Laval, percebeu e manifestou-se sobre a vantagem que tinham os senhores de escravos em decorrênciado fato da desterritorialização do trabalhador escravo, o qual, fora do seu habitat natural, se viacomo um peixe fora d’água, desconhecendo o meio ambiente que teria que enfrentar, em termos da determinação das espécies de plantas e de animais de que pudesse se alimentar, da forma como deles poderia se apoderar, de como achar água, de aonde se esconder, e, ademais, de como conviver com autóctones que lhes eram hostis. Tudo isso representava um desestímulo à fuga dos africanos, que, além de enfrentarem a desvantagem, pela inadaptação ao meio físico, que tinham ao fugir pela mata relativamente aos capitães-do-mato nativos, ainda receavam o confronto com os habitantes naturais da terra. Assim se expressou a esse respeito o aventureiro de Laval, quando por aqui passou: “...a coisa que os portugueses fazem mais estimação no Brasil são os escravos da costa de África e das Índias orientais, porque não se atrevem a fugir nem a escapar-se, porque a gente da terra os apanharia e os comeria, o que não farão aos da própria terra que, além disso, não são tão aptos para o trabalho como os outros.” (PYRARD, 1944:234–vol.2).
http://libdigi.unicamp.br/document/?code=vtls000339274

miércoles, 18 de noviembre de 2009

Navegação comercial entre o Brasil e a Ásia Portuguesa


Navegação comercial entre o Brasil e a Ásia Portuguesa durante a estadia da corte no Brasil 1808-1821
Ernestina Carreira
Université de Provence


O Brasil atingiu assim cerca de 30% do total das viagens transoceânicas. Foi o território ultramarino que mais beneficiou com a mudança de legislação. Se integrarmos nestas estatísticas as viagens destinadas à África oriental, podemos até chegar a um número de armamentos próximo dos resultados lisboetas desta década. De facto, Manolo Florentino identificou no Rio de Janeiro 239 navios negreiros vindos do Índico entre 1811 e 1830 36. Os arquivos da Bahia 37, apesar de lacunares, registam também o envio de pelo menos vinte embarcações a Moçambique e Quelimane entre 1811 e 1821.
A documentação permite-nos constatar que a segurança no Índico a partir de 1810, assim como a mudança de legislação, desencadearam imediatamente um investimento na rota do cabo da Boa Esperança. Mas contrariamente aos Lisboetas, os armadores do Brasil preferiram nitidamente as trocas com o oceano Índico ocidental, onde acabariam, com os Macaenses, por quase eliminar a concorrência metropolitana.
De facto, a Correspondência de Macau, fundo conservado no Arquivo de Goa, revela a modéstia da rota da China: Cariocas e Baianos armaram para lá apenas três viagens entre 1814 e 1820 38. Uma análise mais pormenorizada dos três carregamentos sugere que todos os navios fizeram escala em Bengala e que a sua principal actividade foi o frete, inclusive na viagem de volta entre Macau e o Brasil. Este destino comportava obstáculos dificilmente superáveis. Os Brasileiros não possuíam ali nem crédito, nem experiência suficiente. Fora as patacas, também mal podiam arranjar carregamentos adequados. Pode-se facilmente imaginar que o Senado, protegendo os seus membros, não mostrou grandes disposições para satisfazer esta concorrência. Enfim, nem tinham a certeza de poder contar com boas vendas no Brasil, já que os navios lisboetas emacaenses abasteciam este mercado até à saturação.

viernes, 13 de noviembre de 2009

1854-Chinos de Singapur en Brasil


Études sur le Brésil au point de vue de l'émigration et du commerce français‎ - Página 103Hippolyte Carvallo - 1858 - 174 páginas
C'est ainsi qu'on a vu arriver avec étonnement au Brésil trois cents Chinois venant de Singapour, et destinés à la colonisation. A côté de ces entreprises .

jueves, 5 de noviembre de 2009

Nuevos indicios de Aculturación Afro-Asiatico-Brasileña


Fuente grabado izquierda:
Domaine
estampe
Dénomination
carte réclame
Auteur / Exécutant
BASTER & VIEILLEMARD (éditeur)
Titre
MALGACHE / XIXe SIECLE / GUERRIER / LES COSTUMES- (1re SERIE) - ANTIQUITE ET MOYEN AGE-144 (titre inscrit)
période de création / exécution
4e quart 19e siècle ; 1er quart 20e siècle
Lieu de conservation
Paris ; musée des Civilisations de l'Europe et de la Méditerranée
N° inventaire
994.30.145 A ; BV.1.18.144
Notice complète N° 1
http://www.culture.gouv.fr/Wave/image/joconde/0488/m500202_atpico070579_1.jpg

jueves, 29 de octubre de 2009

Wasaburo Otake y el primer diccionario portugués/japonés

Wasaburo Otake y el primer diccionario portugués/japonés
Wasaburo Otake llega a Brasil en 1890, a bordo del Crucero Almirante Barroso que era comandado por Custodio de Mello (mas tarde, contra-almirante y ministro de Marina) y tenía entre la oficialidad, al príncipe Augusto Leopoldo (nieto de D. Pedro II).
Viajando alrededor del mundo, y pasando por el puerto de Yokohama, Otake aceptó la invitación del príncipe Augusto Leopoldo para juntarse con la tripulación. Llegando a Rio de Janeiro y gracias a la ayuda de Custodio de Mello, el joven Otake (tenia 17 años de edad) fue matriculado en la Escuela Naval.
Retornó a Japón 4 años después y en 1897, con la apertura de la Embajada de Brasil (en la época llamada de legado) en Japón, se empleó como intérprete. Trabajó en ese órgano hasta 1942, cuando las relaciones diplomáticas entre Brasil y Japón fueron interrumpidas con la explosión de la segunda guerra Mundial.
Otake, en 1918, lanzó la primera edición del diccionario portugués-japonés (Po-Wa Jiten) y, en 1925, la primera edición del diccionario japonés-portugués (Wa-Po Jiten). En ese tiempo, también publicó, en japonés, libros sobre conversación y gramática de la lengua portuguesa.
http://www.discovernikkei.org/es/journal/2007/12/21/copani-knt/

Otra fuente:
The Japanese community in Brazil, 1908-1940: between samurai and carnival‎ - Página 53Stewart Lone - 2001 - 209 páginas
In an early effort to improve understanding, the first Portuguese-Japanese dictionary was compiled in 1918 by Otake Wasaburo, then an interpreter at ...

martes, 27 de octubre de 2009

1641-Cultura Malasia-Java en Brasil Holandés

Afro-brasiliansk mand Signeret 1641 ,Albert Eckhout aus Groningen .-Natives of the Island of Ombai, from 'Voyage Autour du Monde sur les Corvettes de L'Uranie 1817-20' engraved by Forget, published 1825 (engraving), Arago, Jacques Etienne Victor (1790-1855) (after) / Private Collection / The Bridgeman Art Library .Ver Brasil Holandés: http://asia-brasil.blogspot.com/2009/10/brasil-holandes_11.html

sábado, 17 de octubre de 2009

Comércio entre Brasil e China - algumas notas

1 - Os portugueses foram os primeiros ocidentais a chegar à China por mar, no século XVI, já que por terra a primazia parece pertencer à família Polo, que andou por lá séculos antes.
2 - Portugal, além de sustentar bispados em Macau, Pequim e Nanquim, mantinha uma embaixada na Corte do Imperador da China. Aliás, o embaixador português na China, ao regressar para Portugal, partiu de Macau em 4 de janeiro de 1754 e passou pelo Rio de Janeiro em 22 de fevereiro de 1755. Quatorze meses de viagem... Não é à toa que as relações comerciais eram escassas! Enquanto isso, nosso Presidente chegou à China em poucas horas, mesmo usando o velho avião presidencial.
3 - Ademais, ainda no século XVII, uma linha de navegação foi estabelecida entre Lisboa e Macau, na China, onde os portugueses haviam sido autorizados a instalar uma feitoria. Esses navios faziam escala no Brasil, e às vezes arribavam em portos não autorizados como Laguna em Santa Catarina. Portugal chegou mesmo a ter uma Companhia da Índia Oriental e China, voltada para esse comércio. Alguns de seus navios são conhecidos:
-"nau que ia para a China" arribou em Laguna no fim do século XVII (Inv & Test.27:422)- São José - Rei de Portugal, Corsário -fundeou na Bahia em maio de 1756, junto com o corsário Sant'Ana - Rainha de Portugal - ambos pertenciam à Companhia da Índia Oriental e da China - (AMUL, 1:149)- Neptuno - navio sob comando do capitão Antônio José de Oliveira chegou à Bahia arribado e com avarias -1/7/1755 (AMUL, 2:296) Seu nome completo era Neptuno, Santo Antônio e Almas. Chegou à Bahia em 29/7/1777, sob o comando do mesmo Antônio José de Oliveira, vindo de Lisboa, tendo sofrido avarias durante a viagem ao suportar grande temporal. Tomou grande carga de tabaco na Bahia (AMUL, 2:380/382) deve ser o mesmo que chegou à Bahia em junho de 1781, sob o comando do mestre Joaquim Gonçalves da Silva, vindo de Macau (idem, 488)
4 - Mas outros países, especialmente a Inglaterra, também procuravam comerciar com a China e igualmente seus navios faziam escalas e arribadas no Brasil, tanto na ida como na volta.Assim, quatro navios ingleses passaram pela Bahia em 1760. Iam para Bombaim, de onde passariam para a China para carregar fazendas para a Europa, por conta da Companhia Oriental de Londres (AMUL, 1:427). Eram eles:
- Neptuno - nau inglesa arribada à Bahia, sob o comando do Capitão João Puling- Harl Temple - nau inglesa arribada à Bahia, sob o comando do Capitão Guilherme Foster- York - nau inglesa arribada à Bahia, sob o comando do Capitão Pedro Lascelles- Egmont - nau inglesa arribada à Bahia, sob o comando do Capitão Carlos Mears- London - nau inglesa arribada à Bahia
Mas além desse intercâmbio comercial por via marítima, houve passageiros nos dois sentidos. Em 1801, o mercador chinês Alom pedia licença para ir ao reino no comboio que sairia do Rio de Janeiro - 23/4/1800 (Ofícios dos Vice-Reis, 214 - PAN, 1:663 ).
E Pedro Taques menciona uma "Embaixada à China", integrada por portugueses e brasileiros, na virada dos séculos XVII e XVIII (P.TAQUES, Nobiliarquia Paulistana, 2:193).
Mas, o "filé" desta crônica está num texto de Hipólito José da Costa, o jornalista do "Correio Braziliense", periódico editado em Londres entre 1808 e 1823, o qual, no número de setembro de 1813, afirma: "A China não tem comércio externo, e contudo é um próspero, rico e respeitável país. A comparação da China com o Brasil não é descomedida, em ponto de capacidade de terreno, fertilidade do chão, bondade do clima, e facilidade de comunicações internas. Logo, julgamos muito ajuizado imitar no Brasil a política dos chineses."
http://www.receita.fazenda.gov.br/Memoria/administracao/curiosidades/ComercioBrasilChina.asp

Relações entre a Índia e o Brasil colonial

Mais significativo, porém, foram grupos de assistência técnica que a Índia forneceu ao Brasil em pelo menos duas ocasiões. Segundo os Documentos Históricos da Biblioteca Nacional, vol. 89:174, em 1690 técnicos indianos vieram ao Brasil para assessorar no cultivo da canela. E, em junho de 1751, "canarins", moradores de Goa, vieram ao Brasil, trazidos pela expedição Naubandel, "afim de aperfeiçoar e desenvolver a cultura das palmeiras". Pretendia-se produzir no Brasil um licor denominado "Urraque" ou "Urraca", extraído das palmeiras, mas as nossas espécies não se prestavam a isso. Dois dos técnicos faleceram aqui e os demais retornaram à Índia em 1753, (Inventário dos Documentos Relativos ao Brasil Existentes no Archivo de Marinha e Ultramar de Lisboa, organizado por Eduardo de Castro e Almeida, 1:10, 12, 17 e 46
http://www.receita.fazenda.gov.br/Memoria/administracao/curiosidades/RelacoesBrasilIndia.asp